Operação Panatenaico: MPF denuncia 12 por superfaturamento do Mané Garrincha





Ministério Público Federal no Distrito Federal ofereceu à 12ª Vara da Justiça Federal denúncia contra 12 pessoas, devido à operação Panatenaico, que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Mané Garrincha – a arena mais cara da Copa do Mundo de 2014.
Se a Justiça aceitar a denúncia, eles se tornarão réus. Segundo o MPF, os denunciados devem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
O conteúdo das denúncias e o nome dos denunciados não pôde ser divulgado devido ao sigilo dos termos de colaboração dos executivos da construtora Andrade Gutierrez – empreiteira responsável pela construção do Mané Garrincha, em um consórcio com a empresa local Via Engenharia. O MPF pediu a retirada do sigilo.
As defesas de Agnelo Queiroz, José Roberto Arruda e Tadeu Filippelli afirmaram  que até as 11h desta sexta-feira (6) não tinham tomado conhecimento da denúncia. A Andrade Gutierrez disse que segue colaborando com as investigações e que tomou iniciativas em suas operações para garantir a lisura e a transparência de suas relações comerciais.

Ex-governadores foram presos

A operação Panatenaico foi deflagrada pela Polícia Federal em maio do ano passado, quando foram presos os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), que ocupava o cargo de assessor do presidente Michel Temer
Os políticos são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Eles foram soltos e aguardam julgamento em liberdade.
A Panatenaico é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez. A PF diz que as obras podem ter sido superfaturadas em cerca de R$ 900 milhões, visto que estavam orçadas em R$ 600 milhões, mas custaram R$ 1,575 bilhão.

 fonte  g1 mundo


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