Novo ministro da Educação diz que UnB tem verba suficiente e pede 'eficiência'




O novo ministro da Educação do governo Michel Temer, Rossieli Soares, afirmou nesta terça-feira (10) que a Universidade de Brasília (UnB) tem orçamento suficiente para manter o funcionamento até dezembro. Em entrevista após a cerimônia de posse, o gestor defendeu "mais eficiência" no uso da verba.
"Sim, é possível [funcionar com o orçamento atual]. A gente pode olhar para a Universidade do Rio de Janeiro, que é maior que a UnB e consegue fazer custeio com um valor muito menor, ainda", declarou.
"Então, é preciso trabalhar também a eficiência, melhorar a qualidade do gasto. Temos plena certeza de que vai se concluir o ano normalmente."
Enquanto Rossieli dava a primeira entrevista como ministro, no Palácio do Planalto, estudantes da UnB entravam em confronto com a PM em frente à sede do MEC e invadiam o prédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Três alunos foram presos .
Segundo o novo ministro, a UnB teve um aumento de orçamento na programação de 2018.
"Todo o orçamento das universidades é pactuado junto com a Andifes [associação dos reitores de universidades federais], proporcional ao número de alunos. Todo o orçamento planejado está garantido, inclusive, o ministério já disponibilizou 60% do orçamento de custeio desse ano", declarou

O que diz o MEC?

No fim da tarde, o ministério emitiu uma nota intitulada "A verdade sobre a UnB"  No comunicado, a pasta diz que o discurso de baixo orçamento "é falso, repete o de anos anteriores e tem como objetivo gerar tumulto e um clima de insegurança para a comunidade acadêmica que quer estudar e trabalhar".
O texto também afirma que a UnB tem o maior orçamento de investimento entre as "seis equivalentes" – as instituições de orçamento similar –, e que não houve cortes em 2018.

O que diz a UnB?

Também no fim da tarde, o chefe de gabinete da reitoria da UnB e professor Paulo César Marques lamentou os "atos isolados de vandalismo" durante os atos desta terça. Segundo ele, essas ações podem ter prejudicado a intenção legítima do protesto.
"O Conselho Universitário tinha se manifestado em apoio às reivindicações, à defesa da autonomia universitária. O que desandou tem a ver com a atitude de um grupo que a gente não sabe ainda quem é, pode até ser gente de fora da UnB", afirmou.


FONTE G1 MUNDO

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