Justiça adia análise de interdição do Zoo de Brasília; parque continua aberto



Justiça do Distrito Federal adiou, nesta segunda-feira (9), a análise de um pedido de interdição do Jardim Zoológico de Brasília. O caso é avaliado pela Vara de Meio Ambiente do DF, e só deve voltar à pauta daqui a 40 dias. Até lá, o zoo segue aberto ao público.
A audiência durou quase duas horas. Ao fim, o juiz Carlos Frederico Maroja negou a interdição provisória, mas acatou o pedido de ambientalistas e demandou novas informações à direção do zoo.
"Entendo que é necessário colher maiores elementos de convicção que permitam concluir pela eventual negligência ou má gestão do zoológico sobre as mortes dos animais. Até que se tenha alguma evidência conclusiva de tais correlações, impõe-se ao Judiciário respeitar o funcionamento regular da instituição pública", escreveu.
De acordo com o diretor do zoo, dois dos três exames feitos nas células do pâncreas de Babu afastam a tese de envenenamento – levantada anteriormente pela própria equipe. O elefante morreu em 7 de janeiro, vítima de uma pancreatite aguda.
Segundo o zoo, as análises apontaram uma infecção microbacteriana como provável causa da doença. A conclusão definitiva, porém, só deve sair na próxima semana, quando a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) – encarregada de analisar as amostras – deve divulgar os resultados da última prova

Babu não resistiu a uma parada cardiorrespiratório e morreu na noite de 7 de janeiro. O animal chegou ao zoo da capital federal em 1995, com três anos de idade, e nunca havia ficado doente antes de morrer. Ele nasceu na África do Sul e tinha 25 anos. A expectativa de vida para um elefante é de, pelo menos, 60 anos.

Sistema de vigilância

Durante a audiência, Norberto citou um estudo feito pelo zoo em 2017 que indicava a necessidade de 160 câmeras para a devida vigilância do parque. Atualmente, apenas 10 estão em funcionamento — todas elas na entrada principal, onde fica a bilheteria.
Segundo Norberto, um processo licitatório para a aquisição dos equipamentos está em vigor desde o ano passado, mas não deve ser concluído em 2018, por causa dos trâmites burocráticos.

 FONTE G1 MUNDO

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