'É importante levantar perguntas', diz cineasta Helena Solberg, ativa aos 80 anos


Aos 80 anos, a cineasta carioca Helena Solberg segue questionando valores sociais. Única representante mulher do Cinema Novo, a diretora e roteirista disse que nunca foi militante política, mas sempre buscou levantar reflexões.
"Muitas vezes não existem respostas, mas é importante levantar as perguntas."
Exemplo disso é o documentário que ela lançou no ano passado, "Meu corpo, minha vida", que aborda a discriminalização do aborto e as questões de saúde pública que envolvem a temática. Helena defende que o direito da mulher sobre o corpo "é prioritário" e diz que abafar o assunto é uma hipocrisia.

Última produção dela – até agora –, o longa faz um paralelo com o início da carreira da cineasta. Em 1966, quando lançou o primeiro filme, "A entrevista", Helena já promovia discussões sobre valores consolidados, especialmente entre uma elite conservadora, como casamento e sexo. Na ocasião, ela entrevistou mulheres do Rio Janeiro sobre estas temáticas.
Passados 52 anos, o curta-metragem é resgatado para um novo projeto. A diretora disse que tem inteção de publicar as entrevistas gravadas na íntegra em um livro – o que seria "muito revelador", segundo ela. O filme original tem cerca de 20 minutos e está disponível na internet.
A partir de terça-feira (3), uma mostra com os filmes de Helena Solberg será atração em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No dia 14, ela dará uma aula magna na capital.
FONTE:G1 MUNDO

Nenhum comentário:

Postar um comentário