Cotas raciais: 15 anos depois, professora da UnB faz balanço sobre reserva de vagas



o mês em que a política de cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB) completa 15 anos, uma portaria publicada na última terça-feira (10), pelo governo federal, reacendeu o debate sobre o sistema que reserva vagas para negros e indígenas em seleções públicas.
Com a nova medida, fica regulamentado no país que, ao se autodeclarar negro – preto ou pardo –, o candidato a um concurso público deverá passar, obrigatoriamente, por uma comissão avaliadora.
A "heteroidentificação", como é chamado o procedimento, significa que a autodeclaração do candidato sobre a própria etnia será confirmada por uma banca. A medida tenta evitar fraudes, e garantir que apenas candidatos negros e indígenas sejam contemplados pelas cotas voltadas a eles.
Pioneira na implementação das cotas raciais, a UnB ainda não adota, de forma ampla, esse método. Para ter acesso às vagas, basta a declaração do próprio estudante. No entanto, em 2017, após uma série de suspeitas, a universidade instaurou uma comissão para investigar, pelo menos, 100 alunos brancos que teriam entrado pelas cotas.

Membro da comissão que apura os casos, a professora da UnB Renísia Filice – doutora em educação e pós-graduada em estudos étnicos e raciais – recebeu  em seu gabinete para um balanço dos 15 anos de políticas afirmativas no país. Sobre a investigação, a docente afirma que os candidatos estão sendo reavaliados. "Pretendemos terminar os trabalhos ainda no primeiro semestre", diz.

FONTE:G1 MUNDO

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