Cinco meses após criança desmaiar de fome, DF ainda envia alunos para escola a 30 km de casa












o governo do Distrito Federal adiou, em mais dois meses, a entrega de um novo colégio público para atender crianças do Paranoá, do Itapoã e do Condomínio Paranoá Parque. Com isso, pelo menos até maio, cerca de 250 estudantes de baixa renda continuarão percorrendo 30 km diariamente, na ida e na volta, para assistir às aulas.
 a Secretaria de Educação informou que a Comunidade de Aprendizagem do Paranoá (CAP) vai funcionar em um prédio alugado, que ainda passa por ajustes de estrutura. A escola deve atender 530 alunos em 20 turmas.
"Os estudantes só serão encaminhados para a CAP em maio para que encerrem os conteúdos do 2º trimestre que já estão sendo ministrados", diz a pasta. A previsão inicial era de entrega em março.
Sem colégios por perto, os alunos dessas regiões foram alocados na Escola Classe 6 do Cruzeiro – que fica "do outro lado do DF". A situação veio à tona porque, em novembro de 2017, uma criança de 8 anos desmaiou de fome dentro da salade aula – o caso foi revelado pela TV Globo

Em razão da distância, mesmo com o transporte escolar do governo, famílias afirmam que as crianças precisam almoçar muito cedo. Às vezes, o tempo gasto no trajeto ultrapassa uma hora. No Paranoá Parque, muitas famílias dependem de programas sociais para garantir a alimentação dos filhos.

Após a divulgação do caso, a Secretaria de Educação passou a ofertar almoço aos estudantes, além do lanche disponibilizado às 15h30. Antes da repercussão da história, a pasta havia dito, em nota, que "lamentava" o caso do aluno. Segundo aquele comunicado, não havia possibilidade de dar almoço aos alunos porque a escola não é de ensino integral.

Trajeto sem fim

Em fevereiro mostrou que, em vez de resolver o problema, a Secretaria de Educação atuou na direção contrária. Em fevereiro, a pasta enviou ainda mais crianças do Paranoá e do Itapoã para a Escola Classe 8 do Cruzeiro.
Naquele momento, a justificativa era de "dar início ao mesmo projeto pedagógico que será aplicado na nova escola".
O jardineiro Rafael de Souza, contou ao G1 que o filho de 5 anos foi um dos incluídos no trajeto. Até 2017, o menino estudava em um colégio no Lago Norte – região vizinha ao Paranoá.


fonte g1 mundo

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