Zoo de Brasília volta a funcionar com apoio de PM e Bombeiros



Zoológico de Brasília reabriu os portões ao público na manhã deste domingo (11), após nove dias de funcionamento interrompido pela greve dos vigilantes. Segundo a direção do parque, até que a questão seja resolvida, a segurança de frequentadores e dos animais terá apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, em uma articulação com a Secretaria de Meio Ambiente.
O acordo com as corporações foi fechado na última sexta (9), e o Zoo chegou a anunciar que voltaria a funcionar no sábado (10). Os planos, no entanto, foram frustrados por uma decisão da Vara de Meio Ambiente do DF, que apontou risco aos animais abrigados no parque e interditou o espaço até a volta dos vigilantes.
A liminar foi derrubada durante o plantão judicial, no sábado. Segundo a nova decisão, "com o devido policiamento no local pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros Militar, haverá, em tese, condições de segurança para os animais e frequentadores do Jardim Zoológico de Brasília".
A sentença levou em conta, também, o fator financeiro: sem a renda dos ingressos, o zoológico poderia enfrentar dificuldades para honrar faturas e garantir alimentação e cuidados aos animais.
Segundo a direção do Zoo, neste domingo, a segurança será feita por quatro PMs e quatro bombeiros. Motos, ambulâncias e carros da polícia estarão de prontidão no parque, para facilitar eventuais atendimentos.
Aberto às 8h30, o zoológico deve funcionar até as 17h. Os ingressos custam R$ 10 a inteira. Crianças de 6 a 12 anos, estudantes, idosos (acima de 60 anos), professores e beneficiários de programas sociais do governo pagam R$ 5. Menores de 5 anos e pessoas com deficiência têm direito à gratuidade.

A interdição

A ação foi protocolada por defensores dos direitos dos animais e usa, como um dos argumentos, a morte do elefante Babu por suposto envenenamento, em janeiro deste ano. Ao acolher o pedido, o juiz da Vara de Meio Ambiente Carlos Frederico Maroja de Medeiros lembrou que a proteção jurídica à fauna é estabelecida pela Constituição.

"Do que consta dos autos, mesmo sob funcionamento regular do Zoológico, os animais já estavam expostos a risco de morte em decorrência de deficiência na fiscalização do local", diz trecho da decisão divulgado pelo Tribunal de Justiça.
Além da proteção aos animais, o juiz diz que a ausência dos vigilantes também coloca os frequentadores do zoológico em risco. "Não se pode tolerar, em absoluto, o risco de novas mortes de animais ou de seres humanos no local, em decorrência de deficiência na segurança", afirma o texto.

A greve

A paralisação dos vigilantes começou no último dia 1º e deve se estender, pelo menos, até o início da próxima semana. A categoria reinvidica, principalmente, o reajuste salarial de 3,10% e o aumento de 6,8% no auxílio-alimentação.
Em assembleias diárias, os vigilantes vêm decidindo manter os braços cruzados, em um movimento que foi declarado ilegal pela Justiça do Trabalho. O sindicato dos trabalhadores recorreu da decisão.
A negociação começou em janeiro. Desde então, as empresas propuseram medidas permitidas pela reforma trabalhista. Além disso, sugeriram pagar metade do vale-alimentação por meio de cestas básicas, mas a categoria recusou a proposta


FONTE:G1 MUNDO

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