Vigilantes fazem ato em frente ao Palácio do Buriti, mas reunião com GDF é adiada




Cerca de 400 vigilantes do Distrito Federal protestaram em frente ao Palácio do Buriti na tarde desta quarta-feira (7), dia em que a greve da categoria completou uma semana. Os trabalhadores reivindicavam uma reunião com o governo para negociar a pauta da paralisação, mas o encontro foi adiado.
A categoria reinvidica, principalmente, o reajuste salarial de 3,10% e o aumento de 6,8% no auxílio-alimentação. Em assembleias diárias, os vigilantes vêm decidindo manter os braços cruzados, em um movimento que foi declarado ilegal pela Justiça do Trabalho. O sindicato dos trabalhadores recorreu da decisão.
Segundo a Polícia Militar, a concentração começou às 16h. Durante a tarde, os manifestantes chegaram a fechar um dos sentidos do Eixo Monumental. Segundo o aplicativo de trânsito Waze, a velocidade média da via, por volta das 18h, era de 14km/h.
Segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT), a paralisação continuará até que o GDF convoque as empresas terceirizadas para negociação. Ele é um dos representantes do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), que representa os quase 20 mil trabalhadores da categoria.

Greve completa uma semana


A categoria decidiu cruzar os braços após assembleia na noite de quarta-feira (28). Entre os principais pedidos dos trabalhadores, estão aumento de salários, manutenção de seguro de vida e plano de saúde, e reajuste do vale-alimentação.
A negociação começou em janeiro. Desde então, as empresas propuseram medidas permitidas pela reforma trabalhista. Além disso, sugeriram pagar metade do vale-alimentação por meio de cestas básicas, mas a categoria recusou a proposta.
No ano passado, uma greve da categoria foi deflagrada em abril, devido à manutenção de uma cláusula definida em convenção coletiva que proibia a contratação de vigilantes horistas – aqueles que recebem por hora de serviço de segurança.
Em agosto, os vigilantes fizeram uma paralisação por causa do atraso no salário de 3,5 mil profissionais, que não foi depositado até o quinto dia útil. As empresas alegaram atraso de repasse do governo do DF para explicar o problema


FONTE:G1 MUNDO

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