Tentativa frustrada As denúncias foram levadas, em um primeiro momento, à Ouvidoria da UnB. Com os relatos, a administração da universidade convocou uma reunião com a aluna, o professor e os diretores das coordenações de engenharia mecânica e engenharia química. O diretor do Programa ao Portador de Necessidades Especiais da UnB também compareceu ao encontro. No debate, segundo o MP, o professor justificou a conduta adotada – a ação não informa o teor dessa justificativa – e o diretor do programa admitiu a falha da UnB ao instruir professores para atender às deficiências dos alunos. Apesar disso, na aula seguinte à reunião, o professor teria voltado a comentar o tema em sala. Segundo a denúncia, ele afirmou à turma que "graças às exigências da aluna com deficiência", aquela disciplina teria um ritmo mais devagar, com perda de conteúdo e prejuízo a todos. Como resultado, a aluna abandonou a disciplina e procurou o MPF para registrar a denúncia. Não há prazo para que o tema seja julgado pela Justiça Federal em Brasília. O G1 questionou a UnB sobre os resultados da reunião descrita na ação, e sobre o status atual do professor no corpo docente da universidade. Até a publicação desta reportagem, a instituição ainda não tinha respondido. Discriminação e improbidade Na denúncia, o MP defende que a conduta do professor ultrapassa qualquer "infelicidade" e alcança o nível da discriminação. "Não se pode admitir que, por causa de uma deficiência, a pessoa tem maior ou menor capacidade", diz o procurador da República Ivan Marx, que assina a ação penal. "Logo, diante da notória inadequação das analogias, no contexto em que foi empregada, o que se pode concluir é que os maus exemplos dados pelo denunciado tinham mesmo um único objetivo: depreciar a aluna deficiente visual.” As duas acusações por discriminação baseada em deficiência são previstas no Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2005. A pena para cada uma pode chegar a três anos de reclusão, além de multa. Já na ação por improbidade administrativa, o MPF defende que o professor contrariou os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade na administração pública. Neste caso, se condenado, o professor pode perder o cargo e ter os direitos políticos suspensos por até cinco anos.



O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle (PDT), fez exames preventivos nesta segunda-feira (12) para identificar um eventual quadro de meningite. No fim de semana, o chefe do cerimonial da Casa, Carlos Antônio Vieira Júnior, foi internado em um hospital particular do DF com a mesma doença.
Ao G1, o deputado distrital e pré-candidato ao Palácio do Buriti disse que está bem, mas apresentou febre e dor de cabeça na noite de domingo (11).
“Estou bem. Estou fazendo uma bateria de exames em função do contato que tive com o nosso chefe de cerimonial que está internado. Tive uma pequena febre à noite com a presença de uma leve dor de cabeça. A médica me pediu, por precaução apenas, os exames”, disse Joe Valle.
Em nota, a Câmara informou que outros servidores que tiveram contato direto com Júnior, desde a última quinta-feira (8), estão sendo orientados por médicos do setor de Assistência à Saúde da CLDF. “A Casa está acompanhando a evolução do quadro clínico e se solidariza com a família, aguardando o restabelecimento do servidor o mais rápido possível.”
O Hospital Brasília emitiu nota confirmando que Júnior segue internado em um leito de UTI. De acordo com a unidade médica, as informações sobre o estado de saúde do paciente são restritas aos familiares.

Cuidados

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Maria Beatriz Ruy, cerca de 30 pessoas que estiveram com o servidor da Câmara do DF nos últimos dias foram contatadas pela pasta e receberam antibióticos nesta segunda. "Elas foram orientadas e tomarão a medicação por dois dias.”
Neste ano foram registrados dois casos de meningite no DF. Em 2017, a pasta contabilizou 24 ocorrências e cinco mortes. Em 2016, a Secretaria de Saúde informou que 14 pessoas contraíram a doença e seis morreram.
Maria Beatriz explicou que o governo somente registra casos de meningite bacteriana porque "são mais graves e não ocorrem com tanta incidência", em relação à meningite viral.

Bacteriana ou viral?

A meningite é caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal, e pode ser causada por agentes infecciosos como bactérias, vírus, parasitas e fungos.
Com maior incidência durante o verão, a meningite viral (ou asséptica), frequentemente causada pelo enterovírus, é mais comum em crianças e costuma evoluir rapidamente e sem complicações.
Já a meningite bacteriana, é mais comum no inverno e a forma mais grave da doença, havendo a necessidade de internação hospitalar, tratamento com antibióticos e exames de controle. Entre as principais bactérias causadoras estão pneumococos, hemófilos e meningococo, que se divide em cinco tipos: A, C, W, Y ou B.

Sintomas

Entre os principais sintomas estão febre alta abrupta, dor de cabeça intensa e contínua, vômito e náuseas, rigidez na nuca e dificuldade para dobrar o pescoço e encostar o queixo no peito. Pode haver também o aparecimento de manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.
Em crianças menores de um ano de idade, esses sintomas clássicos podem não se manifestar. Por isso, é importante ficar atento a um comportamento marcado pelo excesso de irritabilidade e inquietação, choro persistente, grito ao ser manipulada, recusa alimentar - acompanhada ou não de vômitos -, convulsões e identificar se a moleira está tensa ou elevada.
Para confirmar o diagnóstico, é necessário realizar uma avaliação clínica do paciente e conduzir o exame do líquido cefalorraquidiano (liquor), que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo de agente infeccioso.

É contagiosa?

O modo de transmissão da meningite se dá através das vias respiratórias, por meio de gotículas e secreções do nariz e da garganta, ao tossir, por exemplo. Dessa forma, o contágio depende de um contato próximo entre as pessoas ou direto com as secreções, sendo comum entre indivíduos que moram na mesma casa.

Outros ambientes favoráveis à disseminação do vírus ou da bactéria são as creches, escolas, universidades e demais locais com grande concentração de pessoas. Embora a vacinação seja a principal forma de prevenção, é recomendável manter higiene e alimentação adequadas, além de ventilar os ambientes.



FONTE:G1  MUNDO

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