Restante do viaduto que desabou no Eixão será demolido, diz governo do DF



Modo o viaduto do Eixão Sul sobre a Galeria dos Estados será demolido para depois ser reconstruído, informou nesta quarta-feira (28) o Governo do Distrito Federal. A promessa é de que a obra seja entregue até setembro.
Em fevereiro, duas das seis faixas desabaram. Para fazer a recuperação, o GDF decidiu demolir também as outras quatro. "O trecho onde colapsou vamos fazer a demolição da laje por inteiro", afirmou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), Márcio Buzar
Uma licitação será aberta para contratar uma empresa ou um consórcio para tocar a restauração. O governo deu prazo de 30 a 45 dias para que o processo seja concluído. A previsão é de que a intervenção custe R$ 15 milhões.

O restante do complexo viário também vai passar por reformas. A ideia do DER e da Novacap é de engrossar os pilares de sustentação e eliminar rejuntes por onde passava água. A corrosão das estruturas internas, inclusive, foram apontadas como motivo para o colapso do viaduto.
“O reparo vai ser feito em todo o conjunto. As fundações, também. Ali onde colapsou, faremos a laje nova. É uma solução híbrida”, explicou Buzar.

Segundo Buzar, os custos da demolição de todos os viadutos do complexo ficariam até R$ 10 milhões acima dos R$ 15 milhões previstos pelo plano atual. A estimativa é de que as obras darão vida útil de 100 anos às vias.

Desenho de Brasília

Após o fim da intervenção, o GDF também prometeu retirar as pistas de ligação montadas emergencialmente entre o que restou do Eixão e os setores Bancário e Comercial Sul. “Nós temos um compromisso com o planejamento urbano de Brasília”, destacou Buzar.
Por isso, até mesmo o desenho dos pilares – que serão engrossados – seguirá o padrão arquitetônico da cidade. “Vamos refazer toda a paisagem urbana daquela região”, finalizou.

Impasse sobre demolição

Um imbróglio começou quando engenheiros da Universidade de Brasília (UnB) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) contradisseram o governo do DF e recomendaram a demolição completa do viaduto.
O laudo da UnB dizia que a degradação da estrutura havia ultrapassado o “dobro do limite crítico”. Na mesma linha, o Crea concluiu que os pilares de sustentação estavam corroídos e comparou a situação do viaduto com uma “casca de ovo”.
O GDF, por outro lado, até então insistia na recuperação da estrutura, sem necessidade de demolição completa. O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do DF havia estimado a conclusão das reformas até o fim deste ano.
Porém, em entrevista  em 9 de março, Buzar sinalizou que o preço definiria o futuro do viaduto e admitiu, pela primeira vez, a possibilidade demolição completa. “Se for caro recuperar o tabuleiro [pedaço da laje por onde passam os carros], teremos de demolir. A gente, como é representante do Estado, tem que levar em consideração a dimensão também do custo”, afirmou, na ocasião.


FONTE:G1 MUNDO

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