Professores dormem em prédio da Educação no DF para cobrar pagamento de pecúnia




Professores e orientadores educacionais aposentados do Distrito Federal passaram a madrugada desta quinta-feira (1º) em uma sala da Secretaria de Educação, em protesto pelo pagamento de pecúnias aos servidores que se aposentaram desde março de 2016. O grupo levou colchonetes e travesseiros.
Eles ocupam o 12º andar do prédio, onde fica o gabinete do secretário Júlio Gregório, desde a manhã de quarta-feira (28).
Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro), a mobilização continuará "por tempo indeterminado". a diretora da entidade Rosilene Corrêa disse que a Secretaria de Educação havia agendado uma reunião com a categoria às 11h sob a condição de que os servidores desocupassem o prédio. No entanto, não houve acordo e o encontro foi cancelado.
Em nota enviada na tarde desta quinta (1º), o sindicato apontou que o governo "determinou o corte no fornecimento de água e comida aos professores e orientadores educacionais aposentados que ocupam o edifício". De acordo com o Sinpro, o acesso aos banheiros também está restrito. A reportagem aguarda um posicionamento da Secretaria de Educação sobre o assunto.
"Em vez de abrir diálogo com os aposentados, o governo Rollemberg opta pelo enfrentamento àqueles que apenas reivindicam o que está na lei – não é nenhuma benesse do GDF pagar as pecúnias devidas", escreveu o Sinpro no comunicado.

O que é pecúnia?

A pecúnia é um direito garantido por lei aos professores e orientadores educacionais. A cada cinco anos de trabalho, eles têm direito a três meses de licença-prêmio por assiduidade. De acordo com o Sinpro, há dois anos os educadores não tiram a licença porque faltam profissionais para substituição nas escolas públicas.
Por lei, após a publicação da aposentadoria dos servidores, as licenças-prêmio não usufruídas se transformam em pecúnia que deve ser paga pelo governo em até 60 dias. Pelos cálculos do Sinpro, 2,7 mil educadores aposentados não receberam o recurso.
“Em janeiro, a Câmara Legislativa aprovou o aporte de R$ 1,5 bilhão ao orçamento deste ano. Achávamos que a dívida das pecúnias seria quitada, mas o governo destinou apenas R$ 9 milhões. A dívida de 2016, 2017 e, agora, de 2018 passa dos R$ 600 milhões”, afirmou Rosilene Corrêa.

FONTE:G1 MUNDO

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