Greve dos vigilantes no DF: TRT determina volta imediata ao trabalho




O  Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª região determinou, nesta segunda-feira (5), a volta imediata dos vigilantes ao trabalho. A categoria está em greve há cinco dias. A medida vale para o serviço prestado em hospitais públicos, bancos e transporte de valores. Além da segurança feita em estações de metrô, postos do INSS, tribunais de justiça e escolas públicas.
Nos demais postos de trabalho, o Tribunal determina que deverá ser mantido o contingente mínimo de 30% dos profissionais. Em caso de descumprimento da liminar, será aplicada multa diária de R$ 100 mil. tenta contato com o sindicato que representa a categoria.
A decisão, segundo o TRT, foi tomada após uma ação cautelar ajuizada pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada (SINDESP).
A greve deflagrada pelos vigilantes, na última quinta (1º), reivindica, principalmente, o reajuste salarial de 3,10% e o aumento de 6,8% no auxílio-alimentação.

Sem conciliação

Na sexta (2), a audiência de conciliação entre os sindicatos das empresas e dos empregados terminou sem acordo. Os vigilantes do DF, portanto, decidiram manter a paralisação.
A tentativa de conciliação, na sede do TRT, durou quase duas horas. O reajuste salarial oferecido pela categoria patronal não foi aceito pelos trabalhadores.

Entenda a greve

A categoria decidiu cruzar os braços após assembleia na noite de quarta-feira (28). Entre os principais pedidos dos trabalhadores, estão aumento de salários, manutenção de seguro de vida e plano de saúde, e reajuste do vale-alimentação.
A negociação começou em janeiro. Desde então, as empresas propuseram medidas permitidas pela reforma trabalhista. Além disso, sugeriram pagar metade do vale-alimentação por meio de cestas básicas, mas a categoria recusou a proposta.
No ano passado, uma greve da categoria foi deflagrada em abril, devido à manutenção de uma cláusula definida em convenção coletiva que proibia a contratação de vigilantes horistas – aqueles que recebem por hora de serviço de segurança.
Em agosto, os vigilantes fizeram uma paralisação por causa do atraso no salário de 3,5 mil profissionais deveriam ter sidos depositados até quinto dia útil. Empresas alegaram atraso de repasse do governo do DF para explicar o problema.

FONTE:G1 MUNDO

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