Greve dos vigilantes afeta centros de saúde, bancos e posto do INSS; veja o que fechou




Serviços essenciais à população do Distrito Federal foram afetados, na manhã desta quinta-feira (1º), pela greve dos vigilantes. Aos menos três centros de saúde decidiram não abrir as portas. Diversas agências de banco também foram afetadas.
Os hospitais e os postos do INSS registraram grandes filas no início do dia, mas a situação se normalizou ainda de manhã. Por questões de segurança, nove hospitais suspenderam as visitas aos pacientes internados. Não havia ocorrências policiais registradas em razão da greve até a última atualização desta reportagem.
O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) representa cerca de 20 mil trabalhadores na capital. Em assembleia, a categoria decidiu paralisar os trabalhos por tempo indeterminado.
Veja a situação de cada lugar:

Centros de saúde

Os centros de saúde de Samambaia Norte, Santa Maria e Paranoá fecharam os portões em função da greve. No Paranoá, os pacientes foram surpreendidos pela falta de informação

A Secretaria de Saúde disse que a orientação é de que as unidades funcionem normalmente.

Hospitais

Não foram registrados problemas graves. O Hospital Regional de Brazlândia (HRBz) estava lotado, o que, por volta das 9h30, gerava atraso nos atendimentos. A unidade, porém, não chegou a fechar.
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), os atendimentos ocorriam normalmente por volta das 10h. “Na medida do possível, estamos normalizando o atendimento”, informou um funcionário que não quis se identificar.

Segundo ele, a fila gerada no início da manhã na porta do hospital deveu-se à falta de vigilantes para fazer o controle dos pacientes que entram na unidade. “Estou desguarnecido, mas isso já não está afetando os atendimentos.”
A greve dos vigilantes também não afetava o funcionamento do Instituto Hospital de Base, na Asa Sul. Uma agente de portaria da unidade informou ao G1, por volta das 9h40, que estava “tudo tranquilo

Segundo ela, o serviço de segurança não foi substituído por outro tipo de vigilância. “Estamos fazendo só a orientação de quem chega.”
No Hospital Regional de Sobradinho (HRS), os serviços foram prestados normalmente. Durante a manhã, vigilantes foram ao centro de saúde explicar os motivos da paralisação

Diante da paralisação, a Secretaria de Saúde notificou as empresas para que garantam o percentual mínimo de 30% dos vigilantes nas unidades e hospitais. Havendo necessidade, o diretores foram orientados a buscar reforço da Polícia Militar.
Por questões de segurança, os hospitais de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Região Leste (antigo Paranoá), Sobradinho, Planaltina, Asa Norte, Santa Maria e o Instituto Hospital de Base suspenderam as visitas aos pacientes internados.
Todos os hospitais restringiram acesso às portarias centrais. Agentes de portaria e servidores do plantão administrativo auxiliaram no acesso dos pacientes.

INSS

Houve registro de filas enormes no posto da W3 Sul por causa da ausência de vigilantes, mas o instituto afirmou que já conseguiu fazer um acordo com a empresa contratada e colocar parte deles para trabalhar ainda nesta quinta-feira (1º). Às 10h, o atendimento estava normalizado.

Bancos

Apesar dos cartazes de greve, a falta de vigilantes em uma agência do Itaú no Setor Comercial Sul não alterou o funcionário regular do banco. Os caixas eletrônicos operavam normalmente por volta das 9h50.

Uma funcionária informou que o atendimento nos caixas também seguirá o horário regular, sem alterações, das 11h às 16h.
Na agência do Santander, os caixas eletrônicos também funcionavam. No entanto, não havia qualquer funcionário no local por volta das 9h50.
As agências da Caixa Econômica Federal, do Bradesco e do Banco de Brasília (BRB) na mesma região não vão funcionar. Em nota, o BRB informou que 44% das agências estão funcionando com atendimento ao público. O Itaú informou que "parte das agências" permanece fechada.

Funcionários informaram que, sem os vigilantes, os bancos não são autorizados a abrir os caixas de atendimento. Os serviços eletrônicos continuam normalmente.
No Banco do Brasil, um vigilante que foi trabalhar informou ao G1 que o atendimento estava suspenso nesta quinta-feira (1).
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que, em casos como este, a Polícia Federal autoriza as agências bancárias a operarem sem dinheiro vivo. "No entanto, cada instituição tem a prerrogativa de optar por não abrir uma ou mais agências, caso avalie que tal escolha é a mais segura para seus clientes e funcionários", informou.

Correios

A agência dos Correios no Setor Comercial Sul, em frente ao shopping Pátio Brasil, não foi afetada pela greve. Por meio de nota, a estatal informou que não houve impacto no atendimento na Superintendência de Brasília.

Escolas

A Secretaria de Educação do DF disse não ter sido informada pelo Sindicato dos Vigilantes sobre a greve da categoria. As escolas funcionaram normalmente na manhã desta quinta-feira (1º).

Entenda a greve

A categoria decidiu cruzar os braços após assembleia na noita de quarta-feira (28). Entre os principais pedidos dos trabalhadores, estão aumento de 7% nos salários, manutenção de seguro de vida e plano de saúde, e reajuste do vale-alimentação.
A negociação começou em janeiro. Desde então, as empresas propuseram medidas permitidas pela reforma trabalhista. Além disso, sugeriram pagar metade do vale-alimentação por meio de cestas básicas, mas a categoria recusou a proposta.
No ano passado, uma greve da categoria foi deflagrada em abril, devido à manutenção de uma cláusula definida em convenção coletiva que proibia a contratação de vigilantes horistas – aqueles que recebem por hora de serviço de segurança.
Em agosto, os vigilantes fizeram uma paralisação por causa do atraso no salário de 3,5 mil profissionais deveriam ter sidos depositados até quinto dia útil. Empresas alegaram atraso de repasse do governo do DF para explicar o problema.
fonte:g1 mundo

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