Festival de fotografia do DF está com inscrições abertas




Estão abertas até o dia 16 de julho as inscrições para o Brasília Photo Show, o maior concurso de fotografia popular do país.  conversou com Edu Vergara, idealizador do festival. Ele falou sobre três tópicos da fotografia em Brasília e no mundo:
  1. O festival: "Oscar"
  2. A popularidade dos smartphones
  3. O mercado da fotografia especializada e da fotografia de arte

1 - O festival: 'Oscar'

O projeto surgiu no início de 2015 e mais de 5,2 mil fotógrafos de todo o país se inscreveram na premiação. Vergara disse ao G1 que idealizou o festival durante uma viagem à Hollywood, em 2014. A proposta original era realizar em Brasília um evento que fosse tão importante para a fotografia quanto o Oscar é para o cinema.
A primeira edição não teve divisão por categorias, e todas concorriam simultaneamente. Em 2018, as obras estão separadas em dezesseis categorias diferentes. Após o contato com curadores internacionais, Edu Vergara decidiu segmentar as avaliações. Além da opinião de especialistas, a dimensão do evento também influenciou: pelo menos 9 mil profissionais de todo o país inscreveram trabalhos em 2017.
Nesta edição, são 16 categorias das mais diversas: melhor fotografia sensual, melhor foto jornalística, e melhor foto randômica, para obras que não estão em nenhuma das categorias anteriores, por exemplo. O julgamento das obras é feito por fotógrafos profissionais.
Os vencedores de cada categoria podem concorrer também ao prêmio final, de melhor foto. A premiação do Brasília Photo Show será em novembro, entre os dias 15 e 18.
A organização planeja também oficinas com fotógrafos profissionais, que vão dar dicas aos amadores. No site do evento já é possível ter uma prévia do que vai ser ensinado. Uma das sugestões é não usar efeitos ou filtros da câmera no momento do registro: se o artista achar necessário pode fazer isso depois, sem prejudicar as informações iniciais da fotografia.

2 - A popularidade dos smartphones

Apesar das dicas técnicas, Vergara garante que os principais fatores avaliados pelo concurso são a estética, o conceito e o sentimento de cada imagem. Ele afirma que isso se dá devido ao avanço tecnológico dos equipamentos atuais, que permitem imagens ricas em qualidade mesmo em câmeras de celulares.
"A fotografia é dominada por muita gente porque os smartphones deram essa condição, as pequenas câmeras também. Hoje há muito mais chance de criar com qualidade."
Uma das categorias da premiação é voltada apenas a esse nicho, e avalia separadamente as fotografias tiradas com aparelhos celulares. Vergara conta que, muitas vezes, participar do evento é um divisor de águas na vida dos amadores.
"Existem casos supreendentes. Tem gente que não confiava no próprio taco, mas assumiu essa condição de fotógrafo e largou carreiras já consolidadas", afirma ele.

3 - O mercado da fotografia especializada e da fotografia de arte

Com a popularização da área, o pensamento imediato é de que a fotografia é um mercado saturado e não há mais espaço para novos nomes. Mas, de acordo com Vergara, a fotografia especializada e a de arte têm perfis bem distintos.
Para ele, os profissionais precisam focar em uma área. "A pessoa que é especialista tem seu lugar ao sol", afirma.
"Um fotógrafo de casamento tem que ser muito bom, um de publicidade tem que ser muito bom. Ser de casamento e publicidade ao mesmo tempo, aí já complica."
O mercado segmentado atende as áreas mais diversas, explica ele. Em Brasília, uma das mais fortes é a fotografia de móveis, solicitadas pelas lojas. Vergara afirma que cinco profissionais atendem toda a demanda da capital.
No caso da fotografia de arte no Brasil, conta mais a avaliação do público, que é o responsável pelo sucesso – ou fracasso – de milhares de artistas. "O artista está livre para fotografar o que ele quiser, mas entra em uma panela imensa e quem vai julgar o trabalho dele é o grande público", afirma.
"Esses critérios são diferentes em cada país", continua Vergara. Ele conta que nos Estados Unidos, por exemplo, os consumidores de arte são mais voltados ao investimento, e não simplesmente à apreciação da obra. O comportamento dos compradores é similar ao de telas de pintores famosos.
Essas características influenciam diretamente na produção do artista: cada vez menos cópias de uma mesma fotografia são feitas, aumentando o valor de mercado. Vergara acredita que dentro de dois anos o mercado de fotografia no Brasil deve se assemelhar ao de arte.
Isso não teria ocorrido ainda porque, segundo ele, a formação visual do Brasil ainda está incompleta: "O americano tem visão mais técnica. Olha, por exemplo, se a numeração da obra é curta e, por isso, o valor é maior. Depois ele olha a questão estética. O brasileiro não teve essa educação."

Serviço


Inscrições para o Brasília Photo Show 2018/2019
Data: Até 16 de julho 
Local: www.brasiliaphotoshow.com.br
Valor: A inscrição é de graça para até duas fotos. A partir da terceira, são cobrados R$ 25 por imagem. Menores de 18 anos podem concorrer com até duas fotografias.

FONTE:G1 MUNDO

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