Febre amarela: Saúde confirma caso de contaminação na Granja do Torto, no DF



A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta terça-feira (27), que um homem foi contaminado pelo vírus da febre amarela enquanto trabalhava na região da Granja do Torto, em Brasília. O caso ocorreu em janeiro e, segundo a pasta, a situação "evoluiu para cura". O tratamento, no entanto, não foi detalhado pelo governo.
Ainda de acordo com a secretaria, o morador do DF afirmou que os sintomas começaram entre os dias 8 e 10 de janeiro. Além disso, ele não teria viajado para fora do Distrito Federal nos 15 dias que antecederam o início dos sintomas.
Após serem coletadas, as amostras do paciente foram enviadas para laboratórios de Brasília e de São Paulo. Em todos os testes, o resultado foi positivo para febre amarela.
Mesmo antes da confirmação do caso, a Vigilância Ambiental iniciou ações para eliminar focos de mosquito e verificar da existência de macacos contaminados na região. O órgão também enviou carros de fumacê para o local.

Outros casos

Até esta terça (27), a Secretaria de Saúde registrou 29 casos suspeitos de febre amarela silvestre neste ano, no Distrito Federal. Do total, 25 são moradores da capital, e quatro residentes em outras unidades da federação. De acordo com a pasta, até o último balanço, apenas um caso foi confirmado e dois seguem em investigação.
Em 2017, a secretaria investigou 86 casos suspeitos da doença no DF. Destes, três foram confirmados e os pacientes morreram em decorrência da contaminação.
Por meio de nota, a secretaria afirmou que há vacinas disponíveis e "não há motivo para preocupação por parte da população".
"Todas as salas de imunização do DF estão abastecidas com a vacina contra a febre amarela."


Urbana ou silvestre?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro distinguem dois "tipos" de febre amarela: a urbana e a silvestre. As duas são causadas pelo mesmo vírus e têm os mesmos sintomas. A diferença, como apontam os nomes, está no local de contágio.
No caso da febre amarela silvestre, a transmissão é feita por mosquitos que vivem na beira de rios e córregos, como o Haemagogus e o Sabethes. Eles picam macacos infectados com a doença e "carregam" o vírus até humanos saudáveis.
Na febre amarela urbana, esse mesmo processo é feito por mosquitos da cidade – em especial, o Aedes aegypti, que também transmite dengue, zika e chikungunya. Nesse caso, o vírus é "obtido" a partir de pessoas doentes, e não de macacos.

FONTE:G1 MUNDO


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