Dívida com FGTS faz Justiça lacrar bombas de posto de gasolina na Asa Sul




Todas as bombas do posto de gasolina da 302 Sul, no Distrito Federal, foram lacradas para tentar garantir o pagamento de uma dívida de R$ 38 mil que o Sindicato dos Taxistas (Sinpetáxi) tem com um ex-funcionário do local.
O trabalhador, que era chefe dos frentistas, reclamou que ficou sem o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
O advogado do ex-funcionário disse que o sindicato chegou a fechar um acordo em junho do ano passado oferecendo o pagamento do valor em parcelas de R$ 1.500 mensais, mas só pagou a primeira. Como não havia dinheiro na conta do sindicato, a Justiça autorizou o bloqueio das bombas.

Histórico de cobranças

Ao todo, há 62 processos trabalhistas contra o sindicato na Justiça do DF. A atual direção da associação atribui esses débitos fiscais e trabalhistas à gestão anterior.
O advogado do Sinpetáxi disse que este posto e um outro imóvel comercial da entidade já foram até leiloados para o pagamento de uma dívida de R$ 4 milhões que o sindicato tem com o GDF pelo não recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O presidente da entidade admitiu que não tem recursos para quitar as dívidas. Segundo ele, a entidade arrecada, por mês, entre R$ 35 mil e R$ 60 mil entre taxas e contribuições, mas gasta R$ 40 mil só com a folha de pagamento dos 24 funcionários.

"O sindicato aparentemente era rico, tinha dois postos de combustível, lava-jato, borracharia, restaurante, administrava um ponto com uma mega estrutura. Mas as dívidas levaram tudo. Herdamos uma herança maldita", disse o presidente do Sinpetáxi, Suéd Silvio.
O advogado afirmou que, além das dívidas com trabalhadores e o GDF, ainda há débitos com o governo federal, referentes ao não recolhimento de INSS. Neste caso, o valor em aberto chega a R$ 385 mil.

FONTE:G1 MUNDO

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