Dia Mundial da Água: angolanos, japoneses e brasileiros debatem preservação




Água. Water. 水. 물. Eau. Pelos corredores do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, a palavra água, independentemente da língua, é dita e ouvida a todo instante. Participantes do evento, que reservará atividades especiais para o Dia Mundial da Água nesta quinta-feira (22) –, dividiram suas opiniões com  sobre a importância da preservação desse recurso.
Na capital federal, que enfrenta desde 2016 a pior crise hídrica da história, a engenheira marroquina Hajar Habib destacou o papel econômico da água.
“O manejo sustentável da água é fundamental para o desenvolvimento econômico dos países. Temos enfrentado severas mudanças ambientais e isso impacta na forma como lidamos com o recurso e o custo dele para a população", diz.
A exemplo do que foi citado pela engenheira, desde que o Distrito Federal implementou o racionamento de água, os 1.221 empregados da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) passaram a trabalhar em horários fora do usual. Por esse motivo, o pagamento de hora extra aos funcionários aumentou 11 vezes no período entre 2016 e 201.
Para compensar os gastos, portanto, a perspectiva é de que a conta de água dos brasilienses fique mais cara já neste ano. Em 2017, a Agência Reguladora das Águas (Adasa) autorizou um reajuste de 3,1% na fatura, que passou a valer em junho. Para a segunda metade de 2018, a tendência é que o aumento seja ainda maior.
Além da engenheira Hajar Habib, a reportagem também ouviu especialistas e pesquisadores da Angola, Guatemala, Japão e de diferentes estados do Brasil. 

Angola

Rafael Miguel Neto, gestor ambiental: “É importante alertar o mundo para pouparmos água e dar mais importância às políticas públicas de distribuição e de tratamento.”

Guatemala

Ana Perez Conguache, representante da etnia Pocoman: “A água tem um valor sagrado para os povos indígenas e para nós mulheres que transmitimos esse conhecimento ancestral.”

Japão


Masami Moko, diretor da Agência de Cooperação Internacional do Japão: “A água, principalmente potável, é um recurso muito limitado. Por isso, precisamos pensar em como aproveitar a água de forma racional.”

São Paulo

César Pegoraro, educador ambiental do SOS Mata Atlântica: “Não temos que olhar o ciclo da água como algo distante, mas a gente tem que se enxergar no ciclo da água. Temos que contribuir para que ele continue acontecendo em qualidade e quantidade.”

Paraíba

Joana Angélica Franco Oliveira, estudante: “50% da nossa população não tem água potável. Recurso, nós temos. Faltam projetos e investimentos.”

Atividades para o Dia Mundial da Água


Esta é a primeira vez que o fórum, maior reunião do mundo sobre o tema, acontece no Hemisfério Sul. Nos três dias primeiros dias de atividades, cerca de 56 mil pessoas passaram pelo local, segundo os organizadores. A expectativa é receber 80 mil visitantes até sexta (23), quando encerra a programação.
No Dia Mundial da Água, comemorado nesta quinta-feira (22), o Fórum Mundial vai propor o debate sobre recursos hídricos no mundo. Em uma das primeiras sessões do dia, a Organização das Nações Unidas (ONU) – idealizadora da data – vai detalhar os dados divulgados no evento sobre qualidade da água.
No fim do dia, por volta das 18h30, a cúpula do Museu Nacional da República será iluminada por projeção do artista plástico Siron Franco, que vai simular uma cachoeira. O autor da obra, intitulada de Santo Graal, também acompanha a exibição do trabalho, que busca conscientizar a população sobre o uso adequado da água.

FONTE:G1 MUNDO

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