Cratera bloqueia garagem no DF há 9 meses; sem acesso, família vende carro



Uma família de Samambaia Norte, no Distrito Federal, convive com uma cratera em frente de casa há mais de nove meses. O problema, segundo os moradores, começou em junho de 2017, quando um cano de abastecimento de água se rompeu e danificou o sistema de águas pluviais da QR 401.
Marilene da Silva, dona da casa, explica que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) consertou o cano, mas deixou o buraco aberto, interditando a garagem. Sem ter como entrar ou sair, ela e o marido decidiram vender o carro.
"É um constrangimento pra gente ser impedido de entrar com o próprio carro na garagem."
A Caesb diz que a responsabilidade pelo fechamento do buraco é da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A Novacap reconhece a responsabilidade, mas não dá prazo para resolver o problema (veja abaixo). Enquanto isso, a família está a pé.
Marilene conta que o veículo chegou a ficar guardado na casa de um parente. Mas a distância e o tempo perdido para pegar o carro eram tão grandes que, sem alternativa, eles se desfizeram do automóvel.

Nove meses

De acordo com os moradores, depois do reparo inicial do cano, a cratera em frente de casa virou "um tormento". Marilene diz que até o caminhão de lixo quase ficou preso no buraco. Ela reclama do "jogo de empurra" do serviço público.

Além do risco de acidentes, o buraco acumula lixo e água da chuva. Os moradores e vizinhos dizem que a água parada pode acabar virando um foco de transmissão de doenças como a dengue.
"Além de tudo, o mau cheiro é grande."
G1 entrou em contato com a Caesb, questionando se o serviço na QR 401 foi finalizado. A companhia respondeu que não reconhece o número de protocolo de serviço passado, e que a questão de águas pluviais é de responsabilidade da Novacap.
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Já a Novacap afirmou que o reparo vai ser feito logo após o fim da greve dos funcionários da empresa, que começou nesta segunda-feira (26). A reportagem questionou ainda porque o reparo não foi iniciado nos nove meses anteriores à greve, mas ainda não obteve resposta


FONTE:G1 MUNDO

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