Abertura de penitenciária de segurança máxima em Brasília é adiada




A quinta penitenciária federal de segurança máxima do país, construída em Brasília, estava com data de inauguração agendada para esta terça-feira (20), mas a abertura foi adiada.
Segundo a assessoria de comunicação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a decisão foi tomada na segunda (19) e ainda não há nova data prevista. O prédio foi erguido na região da Papuda

A construção do presídio foi concluída em 2017. Desde a entrega, o governo teria quatro meses para avaliar a necessidade de adequações a serem feitas pela construtora responsável pela obra.
A unidade deveria ter sido entregue em dezembro de 2014. O atraso de quase três anos ocorreu, segundo o governo, porque a construtora que venceu a licitação faliu e abandonou a obra.

Líderes de facções

Atualmente, estão em funcionamento quatro penitenciárias federais: em Catanduvas (PR); em Campo Grande (MS); em Mossoró (RN); e em Porto Velho (RO).
Assim como as demais unidades, o presídio em Brasília tem capacidade para 208 detentos, que serão submetidos ao regime disciplinar diferenciado. O presídio será destinado a presos de alta periculosidade – abrigando por exemplo, líderes das facções.

O Departamento Penitenciário Federal, responsável pela unidade, está agora sob a gestão do recém-criado Ministério da Segurança Pública, comandado pelo ministro Raul Jungmann.
O motivo da suspensão da inauguração não havia sido informado até a última atualização desta reportagem.

Protesto

À tarde, aprovados em concursos para o Depen que ainda aguardam nomeação fizeram um protesto em frente à sede do Ministério do Planejamento, na Esplanada dos Ministérios. Eles afirmam que chegaram a fazer o curso de formação para as carreiras de agentes, especialistas e técnicos federais de execução penal, mas nunca foram chamados para tomar posse.

"Mesmo com a necessidade de suprir as vagas em aberto, o Depen e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) afirmaram aos candidatos que não há previsão de nomeação devido à falta de orçamento", diz nota divulgada pelo grupo.
Marcos Moura, que mora em Recife, veio a Brasília para cobrar a nomeação dos servidores aprovados no certame de 2015. “O governo ficou com vergonha da repercussão negativa. Seria uma inauguração de fachada porque está faltando tudo lá e principalmente mão de obra”, disse.
Segundo servidores e sindicalistas ligados ao setor, atualmente, o departamento tem desfalque de cerca de 400 funcionários. No entanto, os manifestantes afirmam que Depen capacitou 170 candidatos aprovados no concurso de 2015.

FONTE:G1 MUNDO

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