Suspeitos de tentar explodir caixa eletrônico no Lago Sul, no DF, são presos




Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, neste fim de semana, quatro homens com idades entre 20 e 24 anos suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em explodir caixas eletrônicos. As prisões foram feitas no decorrer da operação Riviera, da Polícia Civil, na última sexta-feira (2) e no domingo (4) – quatro meses após o último crime supostamente cometido por eles.
Um adolescente também foi detido. Segundo as investigações, ele participou da ação em outubro do ano passado, quando o grupo tentou roubar um caixa eletrônico em um supermercado do shopping Gilberto Salomão, no Lago Sul 
Na época, os assaltantes instalaram explosivos no local, mas o equipamento falhou. A tentativa foi interrompida por um segurança que acionou o alarme. O funcionário foi visto pelos criminosos, que acabaram fugindo do local em um carro clonado e sem placa.
A pistola usada na ação – uma 9mm, de uso restrito –, 123 balas e três carregadores foram encontrados com um dos integrantes. Todos foram detidos no fim de semana em São Sebastião. Segundo o delegado e responsável pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor), Fernando César Costa, a arma apreendida é considerada de "alto potencial".
“A arma conta com seletor de rajada, que funciona como metralhadora. Esta é a terceira apreendida no DF com o mesmo dispositivo, em curto espaço de tempo.”
Ainda de acordo com a polícia, a arma foi importada, "provavelmente, através de fronteiras".

Velho conhecido

Três dos quatro suspeitos presos nesta semana têm passagens pela polícia. Alguns eram procurados por roubo, tráfico de drogas e latrocínio. O líder do grupo, identificado como Tiago Soares e mais conhecido por "Mineiro e Playboy", de 21 anos, foi preso em 2015 durante outra operação da polícia.
Na época, os agentes desarticularam uma organização criminosa suspeita de praticar 26 explosões a caixas eletrônicos no DF.
Apesar dos crimes, Tiago foi solto após confessar os roubos e delatar integrantes da quadrilha. Para César, o direito a responder o processo em liberdade seria um dos benefícios da delação, "mas ele usou mal para voltar a delinquir”.
“Ele quis constituir um novo grupo criminoso fora do eixo da organização já presa, criando um novo grupo em São Sebastião".
 questionou à Polícia Civil a possibilidade do grupo ter atuado em outros crimes dentro e fora do DF, mas para os investigadores, não há indícios de outras atuações.
Se comprovada a participação do grupo na tentativa de roubo, eles vão responder por formação de organização criminosa e roubo qualificado.

FONTE:G1 MUNDO

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