Risco de surto de dengue no DF é maior em Sobradinho e Lago Norte



Seis regiões do Distrito Federal apresentam risco de surto de dengue em 2018, informou nesta terça-feira (27) a Secretaria de Saúde. São – por ordem de perigo – as áreas de Sobradinho 2, Lago Norte, Fercal, Park Way, Lago Sul e Varjão.
Isso significa que foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti em mais de 3,9% dos imóveis vistoriado nestas áreas. Este índice põe automaticamente as regiões em áreas consideradas de risco.
"Estamos com um aumento da infestação do mosquito e precisamos conscientizar a população em relação aos riscos que isso traz", declarou em entrevista coletiva o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.
Em Sobradinho 2, região com dados mais preocupantes, foi encontrado um foco de mosquito a cada nove imóveis; no Lago Norte, o Aedes aegypti tem boas condições de reprodução em uma a cada 16 residências ou comércios

Culpa do racionamento

Como focos do mosquito foram encontrados principalmente em caixas d’água que ficam no nível do solo, a secretaria apontou como grande culpado da situação o racionamento de água.
Por causa da restrição hídrica, o morador do DF passou a manter caixas d’água nas residências. "É importante que cuidem dos reservatórios pra que impeçam a proliferação do vetor [o mosquito]."
Outras 14 regiões do DF estão no chamado estado de alerta e apenas 11 apresentam condições satisfatórias.

A radiografia faz parte do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (Liraa), compilado neste mês. Em 2018, foram registrados 295 casos prováveis de dengue no DF. Segundo a secretaria, isso representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

'Dengômetro'

Para fazer frente à condição atual, a Secretaria de Saúde disse que vai intensificar o combate ao Aedes e reforçar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), capacitando os profissionais.

A pasta também criou o "dengômetro", uma espécie de escala, mostrando em que pé o DF está com relação à dengue. Vai de 0 a 4, nos seguintes estágios: preparação, ativação, incremento, intensificação e emergência.
Cada um destes estágios demanda uma série de medidas especificas. Atualmente, o DF está em nível 1: o de ativação. Isso requer manter uma rotina buscando identificar e eliminar criadouros do mosquito da dengue.
De acordo com o subsecretário em Vigilância em Saúde, Marcus Quito, a preocupação em alertar a população surgiu devido ao aumento do índice do Liraa. O último relatório, de novembro, apresentou uma média de focos do mosquito em 0,95% dos imóveis do DF. Este novo relatório trouxe um aumento, com o número subindo para 2%.
Segundo o secretário de Saúde, mesmo havendo diminuição de casos de pessoas infectadas pela dengue, o balanço serve como alerta para colocar desde já em prática as medidas contra o Aedes. "Nenhuma opção de combate está descartada", afirmou. "Se for necessário, as Forças Armadas sempre poderão ajudar.”


FONTE:G1 MUNDO

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