Protesto marca julgamento de motorista que atropelou ciclista Raul Aragão, no DF




o primeiro dia do julgamento de Johann Homonnai, responsável pelo atropelamento que causou a morte do ciclista Raul Aragão, parentes, amigos e voluntários da ONG Rodas da Paz organizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça Federal do DF (TJDFT).
Aragão foi atropelado na tarde de 21 de outubro do ano passado, na L2 Norte, perto da Universidade de Brasília (UnB). O jovem, de 23 anos, estava a dois semestres de se formar em sociologia.
Segundo laudo da Polícia Civil, o motorista Johann Homonnai, de 18 anos, responsável pelo atropelamento, estava a mais de 95 km/h. A velocidade máxima permitida no local é 60 km/h.
Para Renata Florentino que fazia trabalho voluntário com Raul Aragão na ONG Rodas da Paz, o protesto quer, sobretudo, questionar a decisão do Ministério Público. De acordo com o MP, a morte do ciclista foi homicídio culposo, quando não há intensão de matar.
“Raul trabalhava com essa questão da educação e conscientização no trânsito e morreu em prol dessa causa. É nossa obrigação continuar essa luta.”


Acidente

Raul Aragão morreu um dia após ser atropelado por um carro na Asa Norte, na altura da entrequadra 406/407. O motorista, Johann Homonnai, foi submetido ao teste do bafômetro no local do acidente, que não indicou embriaguez. A ocorrência foi registrada na 2ª Delegacia de Polícia.

O corpo de Raul Aragão foi velado no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Na porta da capela, formou-se uma fila de bicicletas em homenagem ao ciclista. Sobre o corpo, amigos colocaram um boné e um nariz de palhaço, ítens usados pelo jovem quando fazia trabalho voluntário.
Nos dias seguintes, uma sequência de manifestações foram realizadas em Brasília. A bicicleta de Raul, consertada por amigos e parentes e pintada de branco, foi colocada no local do acidente, após um passeio organizado para homenagear a vítima. Outras 15 cidades realizaram atos de protesto. Aragão estava a dois semestres de se formar em sociologia na Universidade de Brasília (UnB).


FONTE:G1 MUNDO

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