Preso por matar estudante da UnB a facadas confessou crime, diz delegado



O homem apontado como assassino do estudante da Universidade de Brasília (UnB) Arlon Fernando da Silva acabou confessando o crime, informou o delegado responsável pela investigação  Preso na quarta-feira (7), Daniel Sousa de Andrade, de 21 anos, teria dito que agiu porque a vítima se identificou como policial. Inicialmente, ele se manteve calado.
De acordo com o delegado Rogério Henrique Oliveira, da 5ª DP (Centro), o criminoso afirmou que os dois ainda discutiram e que deu "facadas a esmo" que acertaram "sem querer" o estudante porque tinha sido ameaçado por ele.
O crime ocorreu em dezembro. Era de noite quando o pesquisador Arlon Fernando da Silva, de 29 anos, foi atacado em frente à Câmara Legislativa, por onde passava de bicicleta rumo ao Sudoeste.
Segundo a polícia, Daniel Sousa de Andrade, de 21 anos, foi encontrado na casa do pai, no Itapoã. Quando a equipe chegou ao local, o suspeito tentou se esconder na geladeira do imóvel, mas foi encontrado.
Ele tem quatro passagens pela polícia por roubo de outras bicicletas na mesma região e cumpria prisão domiciliar quando matou o ciclista. Em 8 de junho de 2015, ele deu uma facada em um servidor do Tribunal de Justiça durante um assalto.
Em 20 de maio de 2017, tentou assaltar um militar do Exército, e foi preso em flagrante. Só que dois meses depois, foi liberado para responder em liberdade.

"Em todos os roubos, ele usa dos mesmos modos operandi, ele chega com uma faca sem anunciar o assalto e já vai em direção da vítima. Aquelas que conseguem deixar a bicicleta e correr não se machucam. Agora, as outras que acabam por um motivo desconhecido não vendo a ação do Daniel ou de certa forma reagindo a ação acaba sendo vítima do Daniel, vítima de violência física", afirmou o delegado.
A prisão preventiva de Daniel Andrade foi decretada no último dia 16, mas ele estava foragido desde então. O suspeito já tinha passagens por roubo e, segundo a Polícia Civil, estava cumprindo prisão domiciliar.
Em janeiro, policiais militares encontraram peças da bicicleta de Arlon na casa de um amigo do suspeito, também no Itapoã. De acordo com o major Michelo Bueno, que fez a abordagem, esse amigo disse ter comprado as peças por R$ 500, e negou conhecer a origem dos produtos


FONTE:G1 MUNDO

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