Novacap recua, e bloco que desabou no Eixão não será demolido no fim de semana




Novacap informou no final da tarde desta sexta-feira (16) que não vai mais demolir, neste fim de semana, o bloco de concreto do viaduto da Galeria dos Estados que desabou em Brasília. Responsável pelas obras no local, a companhia disse que a Universidade de Brasília (UnB) ainda não deu autorização para o procedimento porque as “amostras tiradas para análise não foram suficientes”.
O governo do Distrito Federal aguarda um laudo da UnB para definir o que fazer do viaduto: se vai ser preciso reconstruir tudo do zero ou se é possível aproveitar parte da estrutura que restou. A universidade prevê que levará mais uma semana para concluir a análise.
Na quinta-feira (15), o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, havia informado que a demolição da laje seria feita neste fim de semana, durante a madrugada, e duraria cerca de 10 horas. A previsão era que os técnicos usassem máquinas para destruir o bloco de concreto.

Trânsito liberado

O trânsito no Eixão Sul, próximo ao ponto em que o viaduto da Galeria dos Estados desabou, em Brasília, foi liberado nesta quinta-feira (15). A circulação é retomada nove dias após a queda da estrutura – tempo em que a passagem de carros e de pedestres ficou bloqueada

O trânsito se dá por alças de acesso que contornam o ponto do desabamento, feitas pela Novacap em quatro dias de trabalho. Elas ligam a pista interditada na altura da Galeria dos Estados aos eixinhos L e W. A velocidade permitida de 40 km/h.
Além disso, a passagem por baixo do viaduto que desabou foi liberada para pedestres. Isso foi possível graças ao escoramento do viaduto – ou seja, a instalação de pilares para sustentar a estrutura e evitar novas quedas. Foram colocados tapumes para que os pedestres não tenham contato com ferros ou escombros que restaram.

Desabamento

Duas das três vias que seguem no sentido norte despencaram em 6 de fevereiro deste ano. Quatro carros estavam estacionados sob o Eixão. Mesas de um restaurante chamado Churrascaria Floresta também ficaram soterradas.

O local onde caiu o viaduto é palco, há cerca de 15 anos, da festa Makossa Baile Black. Desde a primeira edição, o evento ocupa tanto a parte que foi alvo do desabamento, quanto a Churrascaria Floresta, que foi atingida em parte. A última Makossa foi organizada em 18 de novembro.


FONTE:G1 MUNDO

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