Motociclistas do DF fazem ato e pedem 'lei mais rígida' para uso de celular ao volante






Um grupo de motociclistas se reuniu nesta quarta-feira (31) em frente à sede do Tribunal de Justiça do Distrito Federal para pedir por uma ''lei mais rígida" para motoristas que usam o celular ao volante. O ato aconteceu em paralelo ao julgamento da motorista envolvida no acidente que matou o motociclista Antônio Eduardo Mendes em uma avenida do Sudoeste, em 2016.
Na época, um vídeo obtido pela TV Globo mostrou o momento em que o carro atinge o motociclista e a amiga dele, que freavam para passar sobre um quebra-molas. Em seguida, a motorista dá ré e é possível ver que o capacete da vítima cai no chão.
Testemunhas disseram que nesse momento ela passa por cima da moto do servidor público, de 52 anos. Segundo as investigações, a motorista poderia estar distraída. O tenta contato com a defesa da acusada.
Segundo a irmã da vítima, Adriana Mendes, a motorista não compareceu à sessão de julgamento. Uma testemunha foi ouvida, e os trabalhos devem ser retomados nas próximas semanas.

Apoio de amigos

Rosângela Ferreira é integrante do mesmo motoclube que Eduardo participava. Ela esteve presente no ato, nesta quarta, em frente ao TJ. A motociclista que pilota há 35 anos pediu "mais consciência" de motoristas sobre o risco de dirigir e usar o celular.
"A dispersão de uma pessoa usando o celular ao volante, mesmo que por um segundo, pode causar uma morte, como aconteceu com o Dudu."
Para amigos de Eduardo, ele era tido como "cuidadoso" quando pilotava e estava sempre preocupado com a segurança. Ao , Rosângela diz não considerar a morte do amigo como acidente. "O uso de celular ao volante é perigoso e pode matar. As pessoas têm que ter mais consciência disso".
"Hoje em dia você pega o celular ao volante e o Detran 'taca' uma multinha. Você vai lá, paga e depois está no celular de novo."


Relembre o caso

O acidente que matou o servidor público, em maio de 2016, aconteceu em uma avenida do Sudoeste, próxima ao Eixo Monumental. A motorista que dirigia o carro que bateu na traseira das motos não tinha presença de álcool no sangue, segundo a Polícia Militar.
Mendes e a amiga foram atingidos após deixarem um encontro de motos organizado todos os domingos no Sudoeste. Testemunhas disseram que o carro que atingiu as duas motos não reduziu a velocidade – indício, segundo as investigações, de que a motorista poderia estar distraída.
A motorista do carro disse à polícia que os motociclistas entraram na frente do veículo dela e frearam bruscamente. Ela afirmou que mesmo freando com toda força, não conseguiu evitar a colisão

FONTE:G1 MUNDO

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