Justiça encerra processo e acusado de matar ex-namorada na UnB perde chance de recorrer




Assassino confesso da estudante Louise Ribeiro, o ex-aluno de biologia da Universidade de Brasília (UnB) Vinícius Neres terá que cumprir a pena de 23 anos de prisão em regime fechado. Ele já cumpriu um ano da pena. O processo transitou em julgado no Tribunal do Júri de Brasília. Isso significa que Neres não pode mais recorrer da decisão.
O trânsito em julgado (tramitação totalmente concluída, sem mais possibilidades de recursos) se deu em novembro de 2017, mas só foi "oficializado" nesta quinta-feira (15).
Dessa forma, a condenação de Neres, até então provisória, tornou-se definitiva. Agora, a Vara de Execuções Penais ficará responsável pela execução da pena do ex-aluno da UnB.
“[Condeno] a 22 anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente FECHADO, com trânsito em julgado em 03/11/2017 transformando-se em definitiva a execução provisória, que será executada pela Vara de Execuções Penais – VEP”, afirmou o juiz Paulo Rogério do Santos Giordano.
O caso tinha "subido" para a 2ª instância, e os desembargadores mantiveram a condenação do ex-estudante. Daí o processo voltou para o juiz Paulo Giordano, que cuidou do caso em primeiro e que ficou responsável por "encerrar" a ação.

Crime

O crime aconteceu em 10 de março de 2016. Louise, que tinha 20 anos, foi dopada com clorofórmio e, depois de inconsciente, teve 200 mililitros do produto químico injetados na boca. O produto tóxico foi a causa da morte, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML). O assassinato foi cometido em um laboratório da UnB.
De acordo com a investigação, Neres prendeu os pés e as mãos da menina e enrolou o corpo dela em um colchão inflável. Ele teria levado o corpo da estudante no carro dela até uma área de cerrado no Setor de Clubes Norte e abandonado o cadáver na mata.
Em 11 de março de 2016 – dia seguinte à morte de Louise –, Vinicius Neres foi detido, confessou o crime e levou a Polícia Civil ao esconderijo do corpo.
Depois do crime, Neres ainda teria saído para dar uma volta no carro dela pelas proximidades da UnB. O passeio teria durado cerca de 12 minutos. O ex-estudante disse à polícia que chegou a tirar a calcinha da vítima e um absorvente interno, mas "decidiu" não violentá-la.
O carro de Louise foi abandonado no estacionamento do Instituto de Biologia e Neres voltou para casa de ônibus, segundo informações dadas por ele mesmo em depoimento à Polícia Civil.

fonte:g1 mundo

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