Garagem da 210 Norte: laudo preliminar descarta risco em estrutura de prédio


Um laudo técnico preliminar informou nesta semana aos moradores do prédio do bloco C da 210 Norte, em Brasília, que todas as estruturas do local estão "intactas". Há 19 dias, o desabamento de parte da garagem do edifício deixou 23 carros soterrados.
O resultado da avaliação do engenheiro contratado para periciar a estrutura do prédio foi confirmado  nesta sexta-feira (23). Segundo os moradores, todas as famílias já retornaram aos apartamentos.
"Nós nos reunimos na quarta, e o perito deu um laudo de que a estrutura principal do prédio está segura", afirmou a coordenadora da comissão criada após o desabamento, Carine Valle.
Ainda de acordo com a moradora, os veículos atingidos continuam sob os escombros, mas a maioria dos donos já foi indenizada.
"Muitos moradores já receberam os valores para um carro novo. Pelo menos 80% [das empresas] já pagaram pelo sinistro."
Apesar da informação sobre a segurança estrutural do edifício, o documento com resultado definitivo da avaliação do engenheiro civil ainda não está pronto. O laudo deve ser entregue até a primeira semana de março. Durante esse período, a garagem segue interditada para o acesso de carros.

Desmoronamento

O desabamento ocorrido na 210 Norte, em 4 de fevereiro, atingiu os veículos que estavam estacionados na garagem. Por causa do impacto, 23 carros foram esmagados. Ninguém se feriu.

O estouro foi ouvido por volta das 6h45, quando a laje de contenção lateral do bloco desmoronou por inteiro. "Era um barulho muito forte de alguma coisa caindo. Quando olhamos pela janela, vimos o buraco no chão", relatou a auditora Cecília Martins, uma das primeiras moradoras a descer para a garagem e testemunhar os carros esmagados.
Após buscas no local, os bombeiros informaram que ninguém ficou ferido, mas os moradores relataram o momento de desespero ao verem o buraco formado pela queda do piso. "O medo ainda está em nossos ouvidos. Para qualquer barulho que a gente escuta, volta a sensação de que vai acontecer algo mais", afirmou a dentista Karine de Castro.
Na época, a síndica do prédio, Mônica Evangelista, afirmou que o seguro para arcar com os danos materiais seria acionado. A apólice custa R$ 3 mil anuais e cobre desmoronamentos, mas as despesas dos carros tiveram de ser pagas pelo seguro de cada proprietário.

FONTE:G1MUNDO





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