Estupro na 113 Sul: relatório da PM em 2017 apontou risco e pediu poda de árvores




O risco de crimes graves na quadra 113 Sul, onde uma estudante de 20 anos foi estuprada após sair da faculdade, nesta terça-feira (20), era conhecido ao menos desde 17 de outubro de 2017. Naquela data, um relatório de vulnerabilidade produzido pela Polícia Militar do Distrito Federal evidenciou os problemas nas proximidades do Bloco E da quadra.
O documento assinado pelo subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, capitão Jonatas Rocha de Jesus Fonseca, pediu "pronta intervenção" na vegetação da quadra, "a fim de melhorar a prevenção criminal".

"Tal ornamentação não favorece o controle natural de acesso, já que possibilta o trânsito de eventuais pessoas mal intencionadas ao tempo que serve de abrigo contra a vigilância da comunidade e da polícia", escreveu.
O capitão da PM avaliou, ainda, que a posição geográfica do bloco não favorece a presença da vegetação, pois fica ao lado de "uma extensa área descampada, mal conservada e sem controle de acesso".

Depois do crime

Na manhã desta quarta-feira (22), funcionários da Novacap podaram árvores no local onde o crime ocorreu. Segundo os moradores, muitos estudantes passam por ali durante a noite, pois é caminho entre as faculdades nas quadras 900 e a estação 112 Sul do metrô

A Delegacia de Atendimento à Mulher investiga o caso. Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido detido. De acordo com a Polícia Civil, o agressor é um homem magro, tem cerca de 1,70 m de altura e usava um moletom branco e um tênis com detalhes cor de laranja no momento do crime.
Segundo a Polícia Militar, o homem usou um estilete para ameaçar a estudante e teria ordenado que ela "não olhasse para o rosto dele". O suspeito levou a vítima para uma área com árvores e a atacou por volta das 22h30. Imagens da câmera de segurança de um prédio mostraram que, antes de ser abordada, a vítima tentou correr.

Mais de 2 casos por dia

Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF apontam que o número de estupros registrados na capital em 2017 aumentou 32% na comparação com 2016. Foram 883 casos 

De acordo com a pasta, a maioria das vítimas é mulher e meninas com idades entre 10 e 39 anos. O número, segundo o governo, inclui 196 casos que não aconteceram em 2017, mas só foram informados naquele ano.

FONTE:G1 MUNDO

Nenhum comentário:

Postar um comentário