Escoramento, limpeza, desvio... Entenda como serão as obras no viaduto do Eixão




Passadas 50 horas desde a queda parcial do viaduto da Galeria dos Estados, na área central de Brasília, máquinas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e da Novacap começaram a abrir desvios de trânsito nesta quinta-feira (8). O trabalho é lento, e não há previsão de quando os acessos serão liberados ao público.
Segundo o novo diretor-geral do DER e ex-diretor de Edificações da Novacap, Márcio Buzar, os trabalhos devem continuar durante o feriado de carnaval. A ideia é fazer ligações diretas – conhecidas como "agulhinhas" – entre o Eixão Sul e os eixinhos L e W, nos dois sentidos.
Enquanto isso, simultaneamente, outras equipes do DER e da Novacap devem começar a escorar o trecho que sobreviveu à queda nesta sexta-feira (9). O trabalho também é demorado e, segundo Buzar adiantou ao , pode levar até uma semana para ser concluído.


Obra viária

Nesta quinta, retroescavadeiras começaram a "limpar" a área de grama onde serão abertos os desvios de trânsito. A obra é provisória, e a previsão é de que esses acessos sejam fechados quando o viaduto da Galeria dos Estados voltar à operação normal.
Desde a queda da passagem, nesta terça (6), o trânsito foi alterado na região do Setor de Autarquias Sul. Com isso, motoristas que seguem pelo Eixão nos dois sentidos precisam fazer uma série de voltas para entrar e sair da via. Com os desvios, a ideia é facilitar essa passagem pela área afetada.

Enquanto o escoramento não for concluído (veja abaixo), as máquinas não podem entrar na área isolada pela Subsecretaria de Defesa Civil. Segundo a Novacap, a própria trepidação das retroescavadeiras poderia ter impacto no viaduto, levando a novos desabamentos.
O trabalho, por enquanto, será feito apenas nos arredores da área. Máquinas enviadas ao local nesta quinta retiraram parte da grama e traçaram os trajetos que, nos próximos dias, serão cobertos por asfalto e brita.
Além dos novos acessos, as vias que já conectam o Eixão aos eixinhos naquele trecho serão alargadas. Cada alça receberá duas faixas novas, permanentes, para evitar o acúmulo de veículos durante a reconstrução do viaduto.

Escoramento

Nesse primeiro momento, a principal preocupação do governo – e dos moradores da capital – é com o escoramento da estrutura restante. Mesmo com o trânsito interditado, novos desabamentos podem gerar risco aos trabalhadores e danificar, ainda mais, estruturas em redor do viaduto.
Nos próximos dias, a Novacap deve fazer uma escora temporária no local. Vigas que sustentaram o estádio Mané Garrincha durante a reconstrução – e que estavam armazenadas desde então – serão usadas para amparar o trecho.

Nesta quinta, operários cortaram e adaptaram as vigas, que devem ser encaixadas sob o viaduto que se manteve em pé. Segundo a Novacap, esse processo será feito "das pontas para o centro", justamente para evitar risco aos trabalhadores.
O plano de escoramento definitivo ainda não foi feito, e só começará a ser elaborado depois dessa primeira etapa. Sem as vigas temporárias, pesquisadores da UnB e do Conselho Regional de Arquitetura e Agronomia (Crea) não podem nem colher as amostras que vão embasar esse estudo.
Da mesma forma, o governo diz que não pode remover o bloco de asfalto que se desprendeu até que o escoramento provisório seja concluído. Nesta quinta, o  mostrou que o dono de um dos carros esmagados tenta, desde a terça-feira, recuperar itens pessoais que ficaram no veículo.


FONTE:G1 MUNDO

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