Eleição para administradores: GDF manda projeto à Câmara prevendo escolha direta



O governo do Distrito Federal envia na tarde desta segunda-feira (19) à Câmara Legislativa o projeto que estabelece eleições diretas para a escolha de administradores regionais. A proposta busca substituir uma outra, aprovada pelos deputados, mas vetada pelo governador.
De autoria de Chico Vigilante (PT), o projeto derrubado previa que cada região passaria por eleição. Daí o governador teria de escolher um entre os três mais eleitos de cada local.
Ao vetar a medida, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) alegou que o texto não engloba a promessa de campanha dele, de trazer uma eleição de fato direta. Também alegou que uma proposta deveria sair do Executivo, e não dos distritais – o chamado “vício de iniciativa”.
“Esse projeto, do jeito que está, vai criar muitas despesas porque prevê eleição separada da eleição tradicional, o que vai gerar um custo muito alto para o governo”, disse Rollemberg ao anunciar no começo do mês que barraria o texto.
Mesmo vetado, o projeto ainda pode “ressuscitar”. Com pelo menos 13 votos (metade mais um), o veto é derrubado e passa a valer. Se o governo quiser anulá-lo, só acionando a Justiça.
Atualmente, os administradores são nomeados por escolha do governador, mas os nomes escolhidos costumam servir como forma de agraciar deputados, em troca de aprovação de projetos de interesse do governo.

Na Câmara

O projeto aprovado na Câmara previa que qualquer eleitor inscrito na seção eleitoral da região administrativa poderia participar do pleito. A ideia era que os candidatos ao cargo de administrador regional deveriam ter idade mínima de 25 anos, residência fixa na localidade há mais de um ano, experiência profissional de, no mínimo, três anos e idoneidade moral.
Segundo o texto, a remuneração do administrador não poderia ser superior a 80% da fixada para os secretários das pastas do governo. Durante o exercício do cargo, o gestor deveria continuar residindo na região onde conseguiu os votos.
Todo o processo teria de ser organizado e concluído nos três primeiros meses do mandato do governador, com validade de quatro anos

FONTE:G1 MUNDO

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