Descoberto passa da metade da capacidade e já atinge meta para começo da seca no DF




principal reservatório do Distrito Federal, o Descoberto ultrapassou o marco de 50% da capacidade. De acordo com a medição da Agência Reguladora das Águas (Adasa) desta quinta-feira (8), ele marcou 50,1%. Apesar do simbolismo, a Companhia de Saneamento (Caesb) afirma que, até o fim do período de chuva, não se fala em fim de racionamento – que já dura um ano.
A chegada do Descoberto a 50% também representa que foi batida a meta "realista" da Adasa – a levada em conta oficialmente pela agência (veja abaixo). Pela curva de acompanhamento da agência, a previsão era de que o Descoberto só atingisse a metade do volume em abril, mantendo o mesmo nível em maio. Para o fim deste mês, a Adasa estimava que o Descoberto marcasse 32%. Isso ocorreu no dia 4 de janeiro deste ano.
“Passar da metade é uma importância muito grande. Isso mostra que a gente está no caminho certo. Mas é muito cedo para considerar o fim do racionamento. A gente precisa saber qual o estoque que a gente vai ter no começo da seca antes de tomar alguma decisão”, declarou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.
A última vez em que o Descoberto marcou o nível de 50% era em 21 de junho de 2017. Pela velocidade da alta do reservatório, a tendência é de que ele comece a temporada de seca melhor do que um ano atrás, quando começou a esvaziar com 56% da capacidade. A “recuperação” da barragem é explicada pela chuva generosa que caiu no DF.

Surpresa

Ainda assim, existem surpresas no meio do caminho. A chuva que caiu na tarde de quarta-feira – de 80,2 mm maior volume já registrado neste ano – acabou não contribuindo tanto para o Descoberto, mesmo sendo 36% do esperado para todo o mês de fevereiro. Quem sentiu mais foram os moradores da região central. Em cima da bacia, especificamente, só choveu 0,6 mm.
“As coisas podem mudar. No mês de fevereiro, costumam ocorrer veranicos [período de seca numa época em que deveria chover]”, explicou ao G1 o especialista em recursos hídricos e professor da Universidade de Brasília (UnB) Oscar Cordeiro Netto.
“Por isso, é prudente aguardar o fim de abril. A menos que o reservatório passe a transbordar. É improvável que aconteça agora, mas pode existir, como ocorreu em 2014”, continuou o professor. “É mais fácil prever como o reservatório vai esvaziar do que como ele vai encher.”

No cargo

 Maurício Luduvice disse que segue no cargo apesar da demissão do irmão dele, Henrique Luduvice, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O irmão foi exonerado na quarta-feira (7), em consequência do desabamento de um viaduto no Eixão Sul. Segundo o presidente da Caesb, a saída do irmão do GDF não impacta a gestão dele. “Eu sou profissional e tenho uma missão a cumprir.”


fonte:g1 mundo

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