Carnaval no DF: governo esperava 2 milhões de foliões, mas 750 mil foram às ruas




os festejos de carnaval no Distrito Federal reuniram cerca de 750 mil pessoas neste ano, segundo balanço oficial divulgado pelo governo nesta quarta-feira (14). O número de foliões é bem inferior à média projetada pelo governo do DF, que esperava que 2 milhões pessoas comparecessem aos 229 eventos cadastrados.
O Secretário de Cultura, Guilherme Reis, reconheceu que o governo fez um planejamento para um “público bem superior”, mas que a estimativa foi construída com base nos dados informados pelos organizadores dos blocos e das festas.
“750 mil é um número bonito para Brasília. Comemoramos um carnaval seguro, um carnaval bacana.”
O gestor também enumerou alguns fatores que podem ter colaborado para a redução do número de foliões, como a forte chuva que caiu em Brasília durante o pré-carnaval. “Entender o que pode ter contribuído é um trabalho para sociólogo, mas teve muita chuva, o brasileiro está com um pouco mais de dinheiro e conseguiu viajar. A estimativa desses números não é científica”, apontou Guilherme Reis.
Em 2017, 1,5 milhão de pessoas pularam carnaval no DF. Apesar da redução do número de foliões, o Secretário de Cultura afirmou que a folia foi diversa, segura e abraçou diferentes regiões administrativas do DF

Segurança

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, não foram registradas ocorrências graves, entre a 0h de sábado e às 7h desta quarta-feira (14), vinculadas ao Carnaval. No entanto, nos dias de festa, os 5,5 mil policiais militares precisaram lidar com casos de briga, apreensão de 64 armas brancas (facas, facões e canivetes), atos de vandalismo contra pelo menos 20 ônibus e 41 depredações de trens do Metrô do DF.
Em nota, o diretor de Operação e Manutenção do Metrô, Carlos Alexandre da Cunha, disse que "lamenta profundamente a ocorrência desses atos de vandalismo".
"O Metrô está sempre disposto a contribuir para o sucesso das festas populares, no entanto, os usuários têm que entender que o serviço público de transporte é um direito social, custeado por todo cidadão, devendo ser respeitado e preservado por seus usuários."
A Polícia Civil informou que até as 6h desta quarta, foram contabilizadas 437 ocorrências. Em 2017, durante o mesmo período, a corporação calculou 562. O sábado (10) foi o dia mais com mais registros (160). Nos quatro dias de festejo, não houve homicídio.
Além disso, caíram os números de roubo (de 141 para 51), de tentativa de homicídio (de 2 para 1) e de tentativa de latrocínio (de 5 para 1). Para o secretário da Segurança Pública, Cristiano Barbosa Sampaio, a "festa foi uma das mais tranquilas que a cidade já teve". Barbosa, no entanto, disse que os registros referentes ao carnaval ainda podem ser feitos, e os números podem ter alteração.

Violência em Sobradinho

Embora as forças de segurança do DF não tenham registrados ocorrências graves nos festejos de carnaval, somente entre a noite de domingo (11) e a manhã de terça-feira (13) quatro pessoas foram assassinadas e cinco ficaram feridas em Sobradinho.
Questionado pelo G1 se o efetivo de militares empregado nos blocos e nas festas durante o feriado teria impactado na segurança de outras áreas que não receberam a folia, o coronel da Polícia Militar Marcos Antônio Nunes de Oliveira disse que os casos estão sendo investigados e que não “têm relação com o carnaval”.
Conforme indicou o secretário de Segurança Pública, de 1º a 13 de fevereiro, o DF teve 19 homicídios. Nesse mesmo período do ano passado, o número de mortes contabilizadas foi de 23 – redução de 18%.

Detran

O Departamento de Trânsito (Detran) flagrou 120 condutores dirigindo após o consumo de bebida alcoólica e outros 1.549 foram autuados por motivos diversos. No ano passado, o Detran realizou 161 autuações por alcoolemia e 1.186 ocorrências por fatores diversos.
“Tivemos uma redução da violência no feriado de carnaval. Nenhuma morte a princípio no trânsito. Em 2017, foram 5”, disse Silvain Fonseca, diretor-geral do Detran.

Corpo de Bombeiros

Já os atendimentos do Corpo de Bombeiros foram relacionados à hipertensão, pequenos ferimentos, entorses, intoxicação por uso excessivo de álcool e quedas.


fonte:g1 mundo

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