Batida que matou idosos no Lago Norte completa 1 mês e segue sem conclusão




O acidente de trânsito em que um casal de idosos morreu ao ser atropelado enquanto caminhava no Lago Norte, em Brasília, completou um mês neste domingo (18). Passados 30 dias, no entanto, o Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil ainda não concluiu o laudo que poderia indicar se a motorista Luciana Pupe Vieira – responsável pela colisão – estava dirigindo alcoolizada, teve uma crise de hipoglicemia ou ingeriu alguma substância tóxica.
O prazo de um mês é o “padrão” para a Polícia Civil dar desfecho às investigações. Em nota, a instituição informou que a conclusão do laudo deve acontecer “nos próximos dias”. “Outras informações sobre a investigação do acidente serão repassadas à imprensa no momento oportuno.

Análises

O material biológico da condutora foi colhido dois dias após o atropelamento. No entanto, não pode ser analisado sem a autorização de Luciana – que continua internada em estado grave em um hospital particular da Asa Sul. Responsável pelo caso, a delegada Mônica Loureiro aguarda anuência da Justiça para que sejam feitos os exames toxicológico e de alcoolemia.
Oito dias depois do acidente, o Instituto de Criminalística finalizou o laudo pericial, que indicou que a motorista de 46 anos trafegava a 140 km/h quando perdeu o controle do carro, em uma pista de 60 km/h. O veículo acabou atingindo e matando Evaldo Augusto da Silva, de 75 anos, e Dulcineia Rosalino da Silva, de 72.

Risco de matar

No dia seguinte ao acidente, na audiência de custódia, a Justiça decidiu que a motorista Luciana Pupe Vieira deve responder em liberdade. Ela tinha sido autuada por homicídio doloso, com dolo eventual, e chegou a ficar detida sob escolta no hospital.
"Seja como for, o fato objetivo é que ela se encontra hospitalizada, em estado grave, não representando risco à instrução criminal, bem assim, não havendo suspeita fundada de fuga do distrito da culpa", afirmou o juiz Aragonê Nunes Fernandes na decisão.

No entendimento da polícia, cabe a interpretação de homicídio com dolo eventual porque Luciana Pupe Vieira assumiu o risco de matar ao dirigir em mais do que o dobro da velocidade permitida na via. O crime de homicídio determina de 6 a 20 anos de prisão.
Ainda assim, a delegada responsável pelo caso afirma que a dinâmica do acidente saiu do convencional. “O comportamento dela [da motorista] fugiu muito do muito do padrão. Ela passou em alta velocidade pela quadra onde mora, na QI 7, e pela ciclovia”, continuou a delegada, que colheu três depoimentos de testemunhas.

Frequentadores da mesma igreja

A família das vítimas e da motorista se conhecem da mesma igreja, de acordo com a delegada. Ao, familiares do casal de idosos disseram que os corpos serão cremados.
Na ocasião do acidente, Evaldo Augusto da Silva e Dulcineia Rosalino da Silva tinham voltado havia apenas duas semanas de uma viagem na qual comemoraram 50 anos de casamento. Eles participaram de um cruzeiro marítimo com cerca de 20 integrantes da família.

FONTE:G1 MUNDO


Nenhum comentário:

Postar um comentário