Adolescente consegue vaga em UTI, mas falta de transporte impede transferência


m adolescente de 17 anos aguarda, desde a madrugada desta quinta-feira (22), a transferência para uma vaga de UTI que já está reservada para ele no Hospital Regional do Gama (HRG). Mais de 12 horas se passaram, mas o rapaz continuava internado na enfermaria pediátrica do Hospital de Base até a última atualização desta reportagem.
O problema é que o transporte dele precisa ser acompanhado por um médico, e tanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) quanto o Base alegaram ao Conselho Tutelar não ter profissional disponível para fazer o trajeto de 35 km.
Arthur Luiz Brito Ramos está em estado grave, com hemorragia em várias partes do corpo e insuficiência renal. O morador de Planaltina foi a uma festa na noite de sábado (17) e na manhã seguinte foi internado no Hospital de Planaltina com os primeiros sintomas. O diagnóstico ainda não foi fechado.
Na quarta-feira (21), o jovem fez exames no Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Durante o atendimento, ele passou mal e entrou em coma, quando foi levado para o Hospital de Base. As hipóteses de leucemia e de leishmaniose foram descartadas

Conselho Tutelar

O caso do adolescente é acompanhado pelo conselheiro tutelar Eustáquio Cortes. Ele afirmou que a equipe do Hospital de Base retirou um monitor de uma criança da enfermaria, em estado de saúde melhor que o de Arthur, para fazer o acompanhamento dos sinais vitais do jovem.
"Ele está perdendo muito sangue, está num risco iminente de morte. O Base não dispõe de equipamento pra todo mundo, é uma situação de precarização. Além do problema do monitor, só tem um tomógrafo funcionando", afirmou.
A família do rapaz foi à 5ª Delegacia de Polícia para tentar registrar boletim de ocorrência contra o Governo do DF por omissão de socorro, mas não conseguiu devido à greve dos policiais civis. Apenas crimes em flagrante – como homicídio e estupro – estão sendo atendidos desde quarta-feira (22).
Já a Delegacia Virtual, portal da Polícia Civil para registro de ocorrências, só está disponível para crimes de menor potencial ofensivo, tais como roubos e furtos.
Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Saúde ainda não havia se pronunciado a respeito do caso.


FONTE:G1 MUNDO

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