Pregão para obra do volume morto, no DF, é adiado após desclassificação de empresa





O pregão eletrônico para contratar as obras de utilização do "volume morto" do Descoberto – principal reservatório de água do Distrito Federal – foi adiado para a próxima quarta-feira (10). Desde segunda, quando a Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) lançou a licitação, duas empresas apresentaram propostas para fazer a intervenção na barragem.
As companhias que participaram ofereceram lances de R$ 870 mil e de R$ 500 mil. A empresa que apresentou o valor mais baixo foi desabilitada por critérios técnicos. A segunda, que também ofereceu um preço acima do esperado, deverá participar de uma nova sessão com a Caesb às 15h de quarta-feira.
Segundo a Caesb, a purificação desse recurso ocorrerá da mesma forma como é feito, atualmente, na Estação de Tratamento de Água do Descoberto. Hoje, a companhia faz análises operacionais de hora em hora para controlar os parâmetros e “ter absoluta segurança da qualidade da água a ser distribuída à população”. As normas do Ministério da Saúde preveem que essas análises sejam realizadas de duas em duas horas.

Nível do Descoberto

Em 7 de novembro do ano passado, o reservatório do Descoberto atingiu o nível de 5,3% – o mínimo histórico. Apesar desse índice, as chuvas fortes e frequentes que caíram sobre o Distrito Federal no fim de 2017 e no início deste ano fizeram o volume da barragem aumentar. Na tarde desta terça-feira (9), a bacia operava com 36,4% da sua capacidade. As medições são feitas diariamente pela Adasa.
A subida do reservatório foi maior até do que esperava a agência. Para o Descoberto, responsável pela água de dois terços dos moradores do DF, a Adasa traçou três cenários entre janeiro e fevereiro – um pessimista, um realista e um otimista.

As três curvas preveem índices de 12%, 15% e 18% até fim de janeiro na bacia, respectivamente. Segundo a medição desta terça, o DF já ultrapassou todos os cenários.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a chuva deve ficar acima da média histórica e, por isso, a tendência é de que este cenário continue. Mesmo nesse caso, não há uma indicação de que o racionamento de um dia chegue ao fim
FONTE: G1 MUNDO

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