Polícia Civil confirma ex como principal suspeito de matar homem no Parque da Cidade, no DF




A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu as investigações sobre o caso do funcionário da Latam morto no Parque da Cidade, em Brasília, em dezembro do ano passado. Com os indícios levantados, a corporação decidiu indiciar o ex-namorado da vítima – preso preventivamente como principal suspeito – por homicídio qualificado.
Com a conclusão do inquérito, o processo é enviado ao Ministério Público do DF, que pode denunciar o suspeito à Justiça pelo mesmo crime ou adotar uma nova interpretação. A pena para o homicídio qualificado varia de 12 a 30 anos de prisão.
Frederico Bruno da Silva foi detido em casa no dia 2 de janeiro, no condomínio RK, em Sobradinho, e seguia até esta terça-feira (30) na carceragem da Polícia Civil. Ele nega envolvimento na morte.
Nesta terça, a Polícia Civil divulgou imagens do circuito de segurança do Parque da Cidade. O vídeo mostra um carro próximo ao local onde o funcionário da Latam foi encontrado morto. Segundo as investigações, o modelo é semelhante ao veículo do ex.
De acordo com o delegado-adjunto da 1ª Delegacia de Polícia, João Ataliba Neto, o casal costumava ir ao parque para se relacionar com outras pessoas. Ao ser confrontado com as imagens das câmeras, Frederico teria admitido ser dono do veículo.
“Confessou que foi ao parque e disse que ficou cerca de 50 minutos procurando a vítima, mas como não tinha encontrado, voltou para casa.”

 Para a polícia, “há provas materiais” de que o ex-namorado da vítima é o autor do crime. Registros de entrada e saída do condomínio onde morava mostram que o suspeito saiu de casa à 0h51 e só retornou às 2h41 do mesmo dia.

'Ciumento e possessivo'

Além das imagens, para dar andamento às investigações, a Polícia Civil também teve acesso ao celular da vítima. No aparelho, as mensagens trocadas entre vítima e autor mostravam que Frederico era uma pessoa que demonstrava um “exagero de ciúmes” do companheiro – o que teria motivado, inclusive, o fim do relacionamento.
“Frederico era uma pessoa extremamente ciumenta, possessiva e controladora.”

 O delegado que investiga o caso afirma, ainda, que no celular há registros de videochamadas entre os envolvidos. Testemunhas afirmaram à polícia que o relacionamento dos dois estava “desgastado” desde novembro – ao contrário do que dizia o suspeito.
Até a última atualização da polícia, a arma do crime ainda não tinha sido encontrada. Apesar disso, os policiais acharam um coldre – estojo usado para guardar armamento na cintura – em um armário do quarto do suspeito. O compartimento é do mesmo tamanho da arma utilizada no crime, calibre .38

fonte:g1 mundo

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