Mesmo após fim do lixão, três regiões do DF seguem sem coleta seletiva





O lixão da Estrutural foi fechado, os dejetos passarão a ser recolhidos para o Aterro Sanitário de Samambaia, mas a coleta seletiva ainda não está presente em todas as regiões administrativas do Distrito Federal – o lixo não é recolhido de forma diferenciada no Gama, em Planaltina e na própria Estrutural.
Ainda assim, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) afirma que é importante que seja feita a separação do lixo mesmo nas áreas não atendidas. "Primeiro, pelo hábito de separar o que é reciclável do que não é. Segundo, porque nós temos muitos catadores autônomos nas ruas do Distrito Federal fazendo essa coleta", explica a diretora do órgão, Kátia Campos.
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Campos afirma que, no fim do ano, 100% das regiões administrativas serão atendidas pela coleta seletiva.
"Enquanto o SLU não tem 100% [de cobertura], sugerimos que papel, plástico e papelão sejam cuidadosamente separados. Quanto mais limpo estiver esse material, maior vai ser a renda do catador.


A semana seguinte

A partir de agora, todos os rejeitos domésticos serão despejados no Aterro Sanitário de Brasília, em Samambaia, ao lado da DF-180.
Equipes do SLU começaram a cobrir, neste fim de semana, a área que abrigou o Lixão da Estrutural até este sábado (20). O depósito de lixo foi desativado, mas a nova destinação da área ainda não está definida. Não há prazo para que a área seja inteiramente revitalizada.

Segundo o SLU, o trabalho de cobertura é composto por três etapas. A ação começa com o espalhamento e a compactação do lixo doméstico que, até o início da semana, era jogado no local. Depois dessa "terraplanagem", uma camada de 50 centímetros de terra e entulho é lançada sobre a área

Por que fechou?

O fechamento do Lixão da Estrutural é uma determinação do Tribunal de Justiça do DF de 2007, motivada por ação do Ministério Público. A medida atende, também, à Política Nacional de Resíduos Sólidos, publicada em 2010.
O lixão é considerado uma "irregularidade" pela Lei de Crimes Ambientais, de 1998, e pela Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981. O depósito fica ao lado do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação que se estende por mais de 40 hectares.
O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Grahal Benatti aponta que essa proximidade gera impactos na fauna, flora e até na água que abastece a população do DF. Em relatório, o próprio SLU trata o depósito irregular como "chaga ambiental".


FONTE:G1 MUNDO

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