‘Megadelegacia’ do DF é adaptação a ‘novo modus operandi’ dos crimes, diz GDF





A “megadelegacia” do Distrito Federal criada nesta sexta-feira (19) para centralizar o combate à corrupção, ao crime organizado e à sonegação fiscal é uma adequação da Polícia Civil às novas dinâmicas dos crimes, segundo o secretário de Segurança Pública, Edval Novaes.
“O crime está cada vez mais refinado. Por isso, a polícia precisa se adequar aos novos modos operandi.”
Na prática, três delegacias já existentes vão se fundir em uma, que terá número reduzido de funcionários. Mesmo assim, o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, garantiu que a mudança vai trazer maior efetividade no combate a estes tipos de crime.
“É uma otimização de recursos materiais e humanos. Fundir para dar mais efetividade.”

 De acordo com ele, a concentração das investigações em uma só coordenadoria vai permitir um "especialização" da equipe no trabalho. Sobre eventual viés político da mudança, Seba disse que a possibilidade está descartada e que a decisão foi tomada em outubro de 2016.
Na época, o governo participou de uma reunião em Gramado, no Rio Grande do Sul, com representantes de outros estados para debater proposições de polícia judiciaria no país inteiro. "É uma proposta de coordenação das políticas de combate a facções, crime organizado e ao chamado ‘novo cangaço’. Brasília sai à frente.”

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19), ele afirmou que estrutura da "megadelegacia" será "absolutamente técnica, transparente e eficiente" e as atividades vão ser realizadas de forma integrada com o Ministério Público e com a Controladoria Geral do DF.

O que muda?

Na prática, a chamada "coordenação especial" vai reunir trabalhos de três delegacias que já existem: a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot).
A diferença é que, a partir de agora, este grupo vai poder investigar crimes tributários – como lavagem de dinheiro – de forma mais centralizada. Inicialmente, a coordenação terá estrutura semelhante das demais, com cartório, seção de investigação e pelo menos 60 policiais.

FONTE:G1 MUNDO

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