GDF quer ampliar coleta seletiva de lixo para estender vida útil de novo aterro




A partir do encerramento das atividades do lixão da Estrutural, neste sábado (20), o aterro que vai substituir as funções do antigo depósito passa a funcionar com 100% da capacidade. Com a mudança, o governo do Distrito Federal diz que vai ampliar a coleta seletiva para todas as 31 regiões administrativas.
"Até o fim do governo a coleta [seletiva de lixo] atenderá 100% da zona urbana do DF", anunciou o governador Rodrigo Rollemberg.
Atualmente, o serviço atende a 78% da população da capital federal, em 28 regiões. A medida será necessária para estender a vida útil do novo aterro, em Samambaia, afirma o chefe do Buriti. O local tem capacidade para 8 milhões de toneladas de lixo durante 13 anos.
A área total do aterro é de 760 mil metros quadrados, dos quais 320 mil são destinados a receber os rejeitos. Em funcionamento há quase um ano, o depósito controlado já recebeu mais de 215 mil toneladas de resíduos.
Apesar de estudos do próprio governo estimarem que o aterro suportará receber lixo por pouco mais de uma década, o chefe do Buriti afirma que será "suficiente". Como alternativa encontrada para prolongar a vida útil, Rollemberg garante que o DF vai intensificar a reciclagem.
"Quanto mais conseguirmos reutilizar os resíduos, maior será o tempo de duração do aterro, por isso estamos investindo tanto na reciclagem."
Outra medida adotada pelo governo na tentativa de reduzir o envio de lixo para o aterro de Samambaia foi aumentar o valor pago a catadores por tonelada de material coletado. A proposta anteriomente apresentada foi R$ 92 por 1 mil quilos de materiais separados. Em uma revisão de valores, o valor final do pagamento ficou estabelecido em R$ 300 po tonelada coletada.
"Quando a gente estimula os catadores a separarem uma quantidade maior de resíduos, estamos aumentando a vida útil do aterro", diz o governador.


E o entulho?

Nos dez dias seguintes à desativação do lixão da Estrutural, o local permanecerá fechado, inclusive, para o recebimento de entulhos da construção civil. Este será o único tipo de resíduo que poderá ser descartado no depósito após esse período.
Enquanto isso, o lixo já depositado no lixão da Estrutural será aterrado para decomposição. Entre os dias 20 e 29 de janeiro, os rejeitos de construções deverão ser levados por caçambas para distritos rodoviários. Os locais são cercados e administrados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Quem for pego carregando entulho sem autorizaçao ou jogando lixo em local proibido vai ter o caminhão apreendido pela Agência de Fiscalização (Agefis)

Novo aterro

Diferentemente do lixão da Estrutural, a disposição do lixo no aterro sanitário foi planejada para exigir cuidados. Ao ser colocado no solo, o rejeito será espalhado e compactado com terra diariamente. Durante a colocação do lixo no solo, dois drenos captam a água pluvial e o chorume.
De acordo com uma nota do GDF, a preparação do espaço foi "fundamental para que sejam depositadas toneladas de resíduos não recicláveis". O acesso é restrito a catadores. Apenas motorista e carretas de lixo são autorizados a entrar.
Duas balanças rodoviárias ficam instaladas perto da entrada para pesar os caminhões que chegam e saem. Para o diretor do SLU Paulo dos Reis, o local é um "sonho de consumo".

FONTE: G1 MUNDO

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