Febre amarela: DF apura morte de macaco no Entorno e descarta surto de doença



A Vigilância Ambiental do Distrito Federal ajuda a investigar as causas da morte de um macaco encontrado, nesta terça-feira (23), no Novo Gama – cidade goiana no Entorno do DF. O animal será encaminhado ao laboratório da Universidade de Brasília (UnB) para que seja feita análise se houve contaminação pelo vírus da febre amarela. O prazo para divulgação dos resultados não foi informado.
De acordo com a Saúde, foram registradas seis ocorrências de morte de macacos em 2018 no DF, e "todas estão sendo investigadas". Apesar disso, a pasta afirma que "não há surto da doença" e esclarece que está monitorando o Entorno.
Em caso de morte de macacos, a população deve informar à Vigilância Ambiental pelo número 99269-3673. Nas cidades do Entorno, o cidadão deve acionar a Secretaria de Saúde do município. Especialistas recomendam que o animal não seja manipulado ou retirado do local.

Casos suspeitos

Até às 21h desta terça, a Secretaria de Saúde do DF investigava 12 casos suspeitos de contaminação por febre amarela. Há uma semana, eram apenas cinco casos.
Um dos episódios em análise é do vigilante Eronde Silva, de 58 anos, morto há 11 dias em um hospital de Ceilândia. Médicos que atuaram no caso do morador de Planaltina suspeitaram da contaminação, mesmo ele tendo tomado a vacina em 2011. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida

Doses de vacina

Na tentativa de conter o avanço do vírus em áreas urbanas, o governo do Distrito Federal orienta que a população receba apenas uma aplicação da vacina ao longo da vida. Para as crianças, é dada uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. A dose demora cerca de dez dias para garantir a imunização após a primeira aplicação.
Um infectologista ouvido pela reportagem, em novembro, informou que tomar mais de uma dose em intervalos curtos é arriscado. "Isso não deve ser feito, porque a vacina é uma vacina de vírus vivo. E se as pessoas tomarem doses adicionais, pode ser que a carga viral seja muito alta e a pessoa tenha efeitos colaterais por causa do excesso de vacinas."
No DF, foram aplicadas 207.581 doses de vacina de janeiro a novembro de 2017. Segundo a Secretaria de Saúde, os dados do mês de dezembro ainda estão sendo compilados e neste ano os dados ainda não foram enviados.
Mesmo com o déficit no levantamento, a rede de saúde pública da região informa que as salas de vacina estão abastecidas. Em caso de necessidade, o DF pode solicitar ao Ministério da Saúde um reforço no estoque de imunizações. As doses podem ser recebidas em qualquer unidade de saúde que possua sala de vacina.

Febre amarela no DF

Em 2000 houve o surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal, segundo o GDF. Há 18 anos, 40 casos da doença foram registrados na região, sendo que 38 deles eram moradores de outros estados, mas que tiveram a patologia diagnosticada no DF.
Em 2008, foram 13 diagnósticos da doença. Após esse período, não houve mais infecção por febre amarela em residentes na capital federal. Em 2015, as regiões administrativas constataram três pacientes procedentes de outras localidades, pelo menos dois morreram.
No ano passado, 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do Distrito Federal foram investigados. Destes, 83 foram descartados, três foram confirmados. Das confirmações, apenas residia em Brasília.


fonte: g1 mundo

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