Camaronês é preso no DF após dar suposto 'golpe do dinheiro preto' em empresário



Equipes de inteligência da Polícia Militar do Distrito Federal prenderam, nesta quinta-feira (25), um camaronês suspeito de tentar aplicar o "golpe do dinheiro preto" em um empresário de Taguatinga. Segundo a corporação, o homem teria oferecido US$ 5 milhões em troca de R$ 100 mil.
 a vítima do golpe, Antônio Albuquerque de Carvalho, contou que o homem de Camarões dizia ser filho de um ministro. O dinheiro oferecido, segundo o suspeito, era fruto de uma herança e deveria ser destinado à construção de prédios e casas na capital federal.
“Ele me pediu R$ 48 mil para retirar o dinheiro que estaria no Porto de Santos, em São Paulo. Saquei a quantia e fui para lá. Trouxe as malas com as notas até Brasília e vi que o tal dinheiro preto era, na verdade, papel”, disse Carvalho.
De acordo com o empresário, o suspeito informou que o pó escuro sairia com o uso de produtos químicos. Ele chegou a fazer uma demonstração na frente da vítima, limpando cédulas cobertas com a tinta.
Ao conferir o conteúdo das malas, no entanto, o empresário do DF percebeu que havia apenas papel preto, e não cédulas encobertas. A descoberta aconteceu antes que os R$ 100 mil fossem transferidos – mas depois da entrega de R$ 48 mil em dinheiro vivo.

Prisão em flagrante

O camaronês foi preso em flagrante no escritório do empresário, em Taguatinga, e as malas com dinheiro falso foram apreendidas. Responsável pela ocorrência, o sargento Leonardo Reis disse que as cédulas foram armazenadas em cofres dentro das bagagens para “vender a ideia de que se tratava de dinheiro de verdade”.
Com o homem, a PM encontrou documentos expedidos pelos governos de Camarões e do Brasil – em ambos, consta o nome Jeremie Houag. Em um terceiro documento, com a bandeira da Costa do Marfim, o homem é chamado de Andre Robert Guei. Após a prisão, ele não quis conversar com o G1 sobre o caso.
A PM informou que o suspeito foi levado para a delegacia de Taguatinga, mas deverá ser encaminhado à Polícia Federal – que deve verificar a permanência do estrangeiro no país.
A polícia também investiga se outras pessoas foram vítimas do suspeito. O material preto recolhido pela polícia será enviado para análise. Se permanecer no Brasil, o africano pode responder pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.


FONTE: G1 MUNDO

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