Agefis ganha poder para apreender caminhões que descartarem lixo em local inadequado no DF



Ha tentativa de inibir o descarte irregular de lixo, o governo do Distrito Federal publicou uma portaria, nesta sexta-feira (19), que amplia as atribuições da Agência de Fiscalização (Agefis). Com a medida, o órgão ganha poderes para apreender veículos – principalmente caminhões – que forem flagrados descartando resíduos em locais inadequados.
A mudança nas atribuições da Agefis, que anteriormente apenas multava os motoristas, só foi possível após a inserção da agência no Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). A decisão ocorre na véspera do encerramento das atividades do lixão da Estrutural, marcada para este sábado (20).
O governador Rodrigo Rollemberg diz considerar a mudança essencial para “inibir o descarte de lixo em locais inadequados” e uma forma de ter controle sobre a efetividade da coleta seletiva no DF.
“A apreensão será feita em qualquer veículo que for flagrado descartando lixo em outros locais. De início, o foco será em caminhões e caçambas, mas também faremos um alerta para carroceiros.”
Sobre o lixão da Estrutural, o chefe do Buriti confirma que o local será desativado conforme a previsão e justifica o atraso dizendo que os adiamentos ocorreram a pedido de catadores, em um “ambiente de profundo diálogo”.

“Entre vários outras, fizeram reivindicações que entendemos que deveriam ser atendidas: adiar o fechamento para dar tempo de chegar o material para equipar galpões e, assim, eles poderem trabalhar de maneira adequada. Além da mudança de valor para pagamento por tonelada de material", explicou Rollemberg
O governador disse ainda que com o funcionamento do novo aterro sanitário, em Samambaia, o DF dará um “salto civilizatório”, do ponto de vista social.

Novos galpões

Até a última atualização do GDF, 22 cooperativas estavam contratadas pelo governo para prestar serviços de triagem e coleta de materiais recicláveis no Distrito Federal. As associações vão atuar em 15 Regiões Administrativas por meio de 1,2 mil trabalhadores.
Os catadores cadastrados vão receber R$ 360,75 mensais do governo. O valor funciona como uma espécie de "compensação financeira". A quantia será paga ao longo de seis meses, a contar do início das atividades no novo galpão.
Além disso, eles vão receber R$ 300 por tonelada de resíduo separado. Para terem direito à bolsa, as cooperativas terão que apresentar faturas da venda do material reciclável. A partir da quantidade, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) deverá pagar R$ 300 por tonelada de material vendido. Ao todo, segundo o GDF, cada catador vai receber, em média, R$ 1,3 mil por mês.

FONTE:G1 MUNDO

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