Terceirizados voltam a suspender limpeza de hospitais por atraso de salários no DF

Funcionários terceirizados que atuam na limpeza de hospitais públicos do Distrito Federal cruzaram os braços nesta segunda-feira (18) para cobrar salários atrasados. Segundo o sindicato da categoria, as cinco empresas que têm contratos nesse setor estão devendo o pagamento de dezembro, que deveria ter sido depositado no último dia 6.
A greve afeta os contratos das empresas Dinâmica e Apecê, que empregam cerca de mil trabalhadores nos hospitais de Planaltina, Paranoá, Sobradinho, Gama, Santa Maria, Sobradinho, Asa Norte, Hospital de Apoio, Instituto de Saúde Mental, Clínicas de Saúde da Família e na UPA de São Sebastião. O  não conseguiu contato com as duas empresas.
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no fim da tarde, pilhas de lixo hospitalar se acumulavam nas lixeiras, em áreas próximas aos pacientes. Funcionários ouvidos pelo relataram pelo menos duas cirurgias suspensas nesta segunda, na unidade – uma na ginecologia, e outra na endocrinologia. A Secretaria de Saúde nega.
Na unidade, a situação foi agravada por um problema estrutural: vazamento de água no sistema de ar-condicionado. Funcionários tiveram de improvisar baldes e lençóis para estancar o fluxo. Mais uma vez, os relatos de cirurgias canceladas por esse incidente foram negados pela Secretaria de Saúde.

Em nota, a pasta informou que "há previsão de pagamento a todas as empesas terceirizadas ainda hoje [nesta segunda]". Segundo a direção do Hran, nenhuma das cirurgias previstas para esta segunda foi cancelada, e os servidores foram orientados para "priorizar a limpeza dos centros cirúrgicos e obstétrico".

Mais dívidas

Além da Dinâmica e da Apecê, outras três empresas com contratos de limpeza na Saúde e na Educação do DF têm salários atrasados. Nestes casos, os funcionários ainda não tinham cruzado os braços até esta segunda, segundo o sindicato que representa os terceirizados (Sindiserviços).
De acordo com a entidade, a maior parte dos trabalhadores vinculados a esses contratos tem cargo de "auxiliar de serviços gerais". Pelas tabelas de 2017, essas pessoas recebem R$ 1.121,33 mensais, além de R$ 29,50 diários de tíquete-refeição e plano de saúde. Desses, apenas o último benefício é mantido com alguma estabilidade, diz o sindicato.
Até o fim da semana, pelo calendário do Sindiserviços, todos esses funcionários também deveriam receber o 13º salário. "Se nem o salário de dezembro caiu até agora, você imagine. A gente nem está pautando isso ainda, porque né, vai ser muito difícil", afirmou ao  um dirigente do sindicato, por telefone.




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