Polícia do DF vai fundir investigações e criar megadelegacia em 2018

Polícia Civil do DF vai criar uma coordenação voltada para o combate à corrupção na administração pública, ao crime organizado e contra a sonegação fiscal. O projeto ainda está em fase de formatação da estrutura, e a expectativa é que, na segunda quinzena de janeiro de 2018, o governador Rodrigo Rollemberg publique um decreto com as reformulações.
A ideia é unificar os trabalhos de três delegacias: a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot). Inicialmente, a coordenação terá estrutura semelhante das demais – com cartório, seção de investigação e pelo menos 60 policiais.
A nova unidade vai funcionar no prédio onde funcionava o antigo Instituto de Identificação, no Complexo do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade. O prédio está em reforma e deve ser finalizado entre fevereiro e março, mas o diretor da Polícia Civil, Eric Seba, diz que os trabalhos devem começar independentemente da entrega.
“A coordenação em um prédio próprio seria o ideal, mas se não der, vamos começar a trabalhar sem ele.”
Apesar disso, não há uma data definida para acontecer. A criação da coordenação não aumentará a estrutura da polícia, mas como ocorrerá a fusão de três delegacias, os trabalhos devem ser otimizados.
“Vamos dar maior efetividade aos trabalhos. Antes tínhamos unidades fazendo trabalhos semelhantes e agora teremos uma unidade robusta. Isso vai tornar a estrutura mais leve e vamos conseguir melhorar a qualidade do produto final e sem sobrecarga aos servidores”, diz Seba.

Sobre possíveis resistências à novidade, ele adiantou que ela poderá surgir, mas que é minoria. “Às vezes as pessoas estão em uma zona de acomodação e relutam quando há novidades, quando na verdade haverá um fortalecimento e um empoderamento da instituição através de um serviço de inteligência para o bem da sociedade. Vamos combater o que interfere na qualidade de vida de todos: na corrupção, na sonegação de impostos, no superfaturamento, na organização criminosa”, explica.
Ao, o diretor da Polícia Civil disse ainda que o combate à sonegação fiscal terá destaque em 2018 para também aumentar o fluxo de caixa do governo.
“Em época de dificuldade, de vacas magras, é uma aposta bater na corrupção, na sonegação. Isso vai aumentar a arrecadação e vai possibilitar melhorias para toda a sociedade. Se antes o sonegador fazia acordo com o Estado para, após pagar, encerrar o processo criminal, com a criação da coordenação, pretendemos fazer não apenas que ele pague o que sonegou."
"Só pagar é muito pouco. Ela deve responder pelo enriquecimento ilícito, pela falsidade ideológica, pela organização criminosa e demais crimes que tenha praticado. O objetivo é mostrar para essas pessoas que elas não ficarão impunes”, afirma Seba.
À frente da coordenação deve ficar o atual delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa. Ele foi escolhido em razão dos resultados das operações e pelo trabalho técnico que exerce.
O motivo apontado é o "bom relacionamento com o Ministério Público do DF e com o Judiciário". “Hoje a tendência é que seja Fernando César, por todo um conjunto. A gente quer uma estrutura que já na partida tenha interlocução boa com o MP e um bom trabalho junto ao Judiciário. Hoje, o perfil que mais me atende é o dele”, declara Seba.


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