Justiça do Distrito Federal vai liberar 1.036 presos no saidão de Ano Novo. Os beneficiados são do regime semiaberto e deixarão as unidades prisionais às 7h desta sexta-feira (29), tendo de retornar até as 10h de terça (2). De acordo com a Subsecretaria do Sistema Penitenciário, quem não voltar dentro do prazo será considerado foragido e poderá perder o direito ao regime semiaberto. Entre os contemplados há 53 mulheres. Essa será a décima saída especial de 2017. As outras oito ocorreram na Páscoa, no Dia das Mães, em junho, em julho, no Dia dos Pais, em setembro, em novembro e no Natal. Os períodos de liberdade não são, necessariamente, vinculados a datas comemorativas. Dos 1.033 detentos liberados para comemorar o Natal, 12 não voltaram para os presídios até a última terça-feira (26). Quem tem direito ao saidão? Pode ter o benefício o sentenciado que atenda aos requisitos previstos em portaria da Vara de Execuções Penais. O direito à saída especial é concedido a presos do regime semiaberto que tenham sido beneficiados com autorização para saídas temporárias, para trabalho externo ou saídas quinzenais para visitas a familiares. De acordo com a Lei de Execuções Penais, as dez saídas temporárias de presos em 2017 somarão 35 dias. Em 2016, foram seis datas: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Criança, Natal e Ano Novo

uma família de Brasília viu a noite de Natal se transformar em frustração depois que o Papai Noel contratado para a festa "desapareceu". A celebração reuniu 40 pessoas – incluindo 12 crianças – em uma casa na região administrativa de Vicente Pires. A empresa responsável cobrou R$ 300 por 30 minutos de serviço. Metade do valor foi repassada antecipadamente.
O contrato assinado entre Edna Copatti e a empresa aponta que eram esperados o Papai Noel e o ajudante para o período de meia-noite às 0h30 – o mais caro. Os profissionais cantariam uma música, contariam uma história e distribuiriam presentes. A recomendação era, inclusive, para que houvesse o mínimo possível de lembrancinhas a serem entregues, para otimizar o tempo.
Mensagens trocadas entre Edna e o Papai Noel mostram que somente quando ela o procurou, já às 0h26, é que o profissional comunicou a dificuldade em cumprir o contrato. Apesar de dizer que chegaria até 1h, o homem só se disponibilizou a aparecer às 2h.

"Minha avó está com bastante idade, e nesse ano minha mãe decidiu fazer uma festa bem maior. Veio muita gente de fora da cidade", conta Melinna. Segundo ela, a celebração custou R$ 9 mil e também contou com buffet, garçom e escorregador inflável.
"Minha mãe é dona de empresa e ela sempre contratava esse Papai Noel para as festas de lá. Dessa vez, como as crianças da família já têm 5, 6 anos e começaram a reconhecer quando é um parente fantasiado, ela decidiu contratar esse mesmo Papai Noel para a nossa festa."

A empresária conta que à meia-noite as crianças estavam na varanda de casa, perguntando pelo Papai Noel. A ausência dele causou decepção entre os pequenos.
"Distribuímos os presentes para as crianças. A gente falou que o trenó do Papai Noel tinha estragado, aí ele jogou o saco de presentes, mas depois ia aparecer. Meu filho tem 6 anos e ficou arrasado. Ele falou 'eu não gostei desse Natal, o Papai Noel foi à casa de todo mundo, menos a minha'."

 Melinna disse que uma sobrinha de 7 anos também ficou "traumatizada". "Ela colocou o pijama e dormia e acordava toda hora, achando que ele tinha aparecido."
Para tentar amenizar a insatisfação das crianças, a empresária pediu que um genro se vestisse com as roupas de Papai Noel que havia na casa. Os pequenos sabiam desde sempre que era uma brincadeira

"A frustração dos adultos eram tão grande quanto das crianças, porque eles estavam esperando pelos filhos e aí tiveram que explicar para cada um o motivo de não ter dado certo."


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