Juíza dá liberdade provisória a motorista embriagado que bateu em carro e matou homem no DF

Acusado de dirigir sob efeito de álcool, bater em um carro e matar o motorista na noite deste domingo (17) no Distrito Federal, Emanuel Batista de Souza ganhou liberdade provisória, mediante pagamento de fiança de R$ 5 mil, durante audiência de custódia. A sessão aconteceu nesta terça.
O acidente aconteceu em Ceilândia. Souza, que tem 34 anos, dirigia uma caminhonete. Ele atingiu um carro em que havia um casal e o filho, um bebê de 1 ano. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
O caso foi registrado como homicídio doloso na condução de veículo automotor e acidente de trânsito com vítima fatal. Par a juíza que analisou o caso, Patrícia Vasques Coelho, o fato de ele ser réu primário, ter residência fixa e trabalho lícito permitiram a concessão da liberdade.
"Não há indicativos concretos de que o suspeito pretenda furtar-se à aplicação da lei penal, tampouco que irá perturbar gravemente a instrução criminal."

 "Assim, em princípio, mostra-se desarrazoado manter um indivíduo preso provisoriamente, enquanto responde ao processo e se, ao final, for definitivamente condenado, resgatará, provavelmente, sua reprimenda em regime menos gravoso que aquele imposto a título cautelar (princípio da homogeneidade)", declarou.

O acidente

A batida aconteceu por volta das 23h, perto do quartel do Corpo de Bombeiros. O motorista do outro veículo, de 28 anos, foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia com escoriações por todo o corpo, dores no quadril e suspeita de fratura no braço direito. Familiares informaram que, em "virtude das lesões sofridas", ele acabou morrendo.

A mulher dele, de 27 anos, foi transportada ao hospital com suspeita de fratura nos braços e pernas. O Corpo de Bombeiros não soube informar o estado de saúde do bebê. O local do acidente foi isolado pela Polícia Militar.

Já o motorista da caminhonete não ficou ferido e foi levado à 24ª DP. O teste do bafômetro apontou concentração de 1,24 mg de álcool por litro de ar expelido – é considerado crime de embriaguez ao volante um índice igual ou superior a 0,33.


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