Iprev passa a ser dono de 16,4% das ações do BRB e de 44 imóveis

Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) se tornou nesta sexta-feira (22) dono de 16,47% das ações do Banco de Brasília (BRB) e proprietário de cerca de 44 imóveis — dos quais oito pertenciam à Terracap e 36 ao DF. A mudança oficializa a recomposição de valores do Iprev que tinham sido “emprestados” para o governo pagar a aposentadoria de servidores.
Em 2015, o GDF retirou R$ 1,3 bilhão de um fundo do Iprev que estava (financiado por servidores mais novos, que entraram depois de 2007) para pagar os servidores mais velhos (de um fundo deficitário). Em 2016, também tomou medida semelhante, para retirar mais R$ 493 milhões.
A condição, nos dois casos, foi de “devolver” o dinheiro. Com isso, o GDF se comprometeu a trocar o R$ 1,3 bilhão por imóveis e os R$ 493 milhões por ações do BRB. De acordo com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a recomposição representa “responsabilidade na gestão pública, especialmente com a aposentadoria dos servidores”.

Ações do BRB

A mudança faz do Iprev o maior acionista minoritário do BRB — ficando atrás apenas do próprio governo do DF, o majoritário. Como o mercado financeiro é volátil, nada impede que as ações se valorizem ou se desvalorizem ao longo do tempo. Significa que o Iprev pode ganhar ou perder patrimônio.
Para o governador, não há motivo para preocupação. “Não vai mudar nada. O BRB é um banco saudável. Só tende a valorizar esse patrimônio.”
Já o sindicato que representa os servidores da administração direta (Sindireta) reprova a medida. “É um prejuízo para os 33 mil servidores que entraram depois de 2007 e continuam pagando a conta dos veteranos.”

Junção dos fundos

Os fundos de previdência só foram reunidos em setembro deste ano, em uma votação na Câmara Legislativa. O objetivo foi compensar o déficit no fundo dos servidores mais velhos com superávit do fundo dos servidores mais novos.
De acordo com a secretária de Planejamento, Leany Lemos, a medida vai permitir economizar R$ 1,1 bilhão por ano, que podem ser aplicados em outras áreas consideradas prioritárias, como construção de creches.


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