Grupo distribui 'naninhas' para crianças hospitalizadas no DF


ostureiras de Brasília decidiram destinar um pouco do tempo a confeccionar travesseiros especiais para crianças: as "naninhas do bem". Apelidadas carinhosamente para representarem um travesseiro que serve para "ninar" ou brincar, as pequenas almofadas são moldadas com retalhos de diferentes panos doados. Elas são doadas para pequenos que estão hospitalizados.
Do desejo de continuar fazendo trabalhos voluntários, a professora de artesanato Gláucia Pereira descobriu as "naninhas" em uma busca na internet. O projeto era feito inicialmente por grupos do Rio Grande do Sul e agora é conhecido em diferentes estados do Brasil. Com um modelo diferente dos bonecos comercializados, as naninhas se espalharam por Brasília em 2014.


Três anos depois, as ‘‘Nanetes’’ – como se apelidaram – totalizam cem participantes, organizadas em um grupo nas redes sociais. De acordo com a fundadora Glaucia, em 2017 foram organizados cerca de 50 encontros para confeccionar as naninhas em conjunto.
A sobra dos tecidos usados para fazer artesanatos em "patchwork" – arte que trabalha com a junção de retalhos – era a matéria prima inicial. Mas hoje, a demanda das doações aumentaram e as mulheres do projeto compram tecidos inteiros para fazer os bonecos.
"Tem gente que só doa material, tem gente que doa enchimento, tem gente que só faz orelhinha. No projeto, ela fica livre para ajudar como for, ou em casa, ou nos encontros."


Escala do voluntariado

No início de dezembro, 20 mulheres se reuniram e passaram uma tarde montando os travesseiros para as seis entregas de dezembro. Elas ficam atentas a cada detalhe, "tudo com amor e cuidado". Os materiais usados são antialérgicos e 100% algodão.
A todo momento caixas cheias de peças, panos e enchimento chegam nas mãos das "Nanetes", que ainda separam um tempo para combinar os tecidos.
"Como são doações e cada uma vai trazendo patinhas e orelhas, a gente tem que dar um jeito de dividir para meninos e meninas, e ainda ficar bonito."

 Na reunião, elas uniram as integrantes do Guará e de Sobradinho – as duas regiões do DF com maior número de participantes. A maioria delas são idosas, que afirmam que a reunião é um momento para descontrair e usarem suas habilidades.
"É bom se juntar, a gente distrai, se sente útil e com todas unidas, rendemos bastante. Temos mais força."
Para diferenciar a produção feita em Brasília, o grupo criou sua própria identidade: o rosto da naninha é bordado por uma máquina, diferente de outros estados que pintam, por exemplo

Experiência nova

A vendedora Vera Lúcia se mudou para Brasília há pouco tempo e tinha o desejo de continuar atuando em projetos sociais, assim como fazia com moradores de rua, no Rio de Janeiro. “Encontrei esse grupo e achei o máximo a ação”, relembrou.
Segundo a vendedora, ela conheceu o movimento na igreja que frequenta e decidiu ir ao encontro pela primeira vez. “Promessa é dívida. Eu avisei lá em casa que ia ajudar as meninas a fazerem as naninhas”, afirmou dando gargalhadas.


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