Grades em prédios do Cruzeiro, no DF, deverão ser retiradas, decide STF

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obriga a retirada das grades que cercam pilotis de prédios residenciais do Cruzeiro, em Brasília. A medida põe fim ao impasse que se estende há pelo menos 23 anos, já que a região faz parte do patrimônio cultural tombado da cidade. Não cabe mais recurso da decisão.
No entendimento do ministro do STF Celso de Melo, a instalação vai de encontro às regras de livre circulação sob prédios erguidos em áreas residenciais, estabelecidas pelo urbanista Lucio Costa. A decisão, no entanto, não fala em prazo para o cumprimento.

Por meio de nota enviada à TV Globo, o governo do Distrito Federal diz que vai esperar a notificação da Justiça para, então, "adotar as medidas necessárias". Moradores da região do Cruzeiro Velho dizem não concordar com a decisão do STF.
Para a dona de casa Tânia Macêdo, que mora há 15 anos no local, as grades "não ofendem a ninguém". A moradora do DF diz que a instalação é importante para dar mais segurança às crianças que brincam na área comum dos prédios.
"Isso não está ofendendo a nada e nem a ninguém. Não está tomando conta do patrimônio."



Falta de segurança

O zelador José Eduardo trabalha em um dos prédios cercados por grades. A partir da derrubada, o funcionário acredita que os moradores terão de contratar vigilância 24 horas para proteger os condomínios.
"Aqui a gente já anda apavorado. Mesmo com a grade têm muitos que, se acharem essa porta aberta, entram e sobem no prédio, como já aconteceu."
Apesar das queixas de moradores sobre a falta de segurança na região do Cruzeiro, a Secretaria de Segurança Pública informou que não houve registros de crimes violentos na área, entre janeiro e outubro deste ano


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