Enfermeiros criam paródia para alertar sobre infecção hospitalar no DF

Uma paródia criada por enfermeiros do Hospital das Forças Armadas (HFA) para falar de cuidados básicos de higiene na unidade – e, assim, evitar infecções hospitalares – chamou a atenção de pacientes e ganhou a internet na última semana. De forma divertida, as recomendações se transformaram em uma paródia da música “Olha a explosão”, do MC Kevinho.
Na versão do hospital, o funk virou “Olha a proteção” e mostra cerca de 20 profissionais do centro cirúrgico dançando. Alguns ainda se fantasiaram de bactéria
Responsável pela elaboração da letra e da coreografia dos servidores, a enfermeira Alice Santos Amaral, 31 anos, diz que, apesar de existir uma resolução proibindo o uso de adornos em ambiente hospitalar, muitos funcionários ainda não seguem a norma.
“A gente já queria fazer uma campanha, mas queríamos algo grande, que emplacasse. Então, pensamos na paródia. A direção do hospital abraçou a ideia e ficamos surpresos com o resultado.”
O vídeo foi lançado em 1º de dezembro, durante a festa de confraternização dos servidores. Em seguida, as imagens foram publicadas em redes sociais. Em apenas uma semana, a filmagem que Alice divulgou em seu perfil no Facebook atingiu a marca de 1 milhão de visualizações e 25 mil compartilhamentos.

“A bactéria é terrorista, é especialista, e com os adornos ela é pior ainda. É muito explosiva, melhor lavar a mão. É muito invasiva, não brinque com ela, não. Olha a proteção. Quando ela tira o anel da mão, quando eles tiram o crachá e o cordão, quando ele tira o relógio da mão. Cirurgia segura sem infecção”, diz trecho da paródia criada pela equipe do Hospital das Forças Armadas.
A regulamentação do Ministério da Saúde – usada como base para a criação da campanha – veta o uso de alianças, bijuterias, todo e qualquer tipo de joias, relógios, broches, piercings expostos, gravatas, crachás pendurados com cordão, acessórios de uso pessoal ou qualquer adorno que impeça higienização adequada das mãos e que favoreça a proliferação de bactérias.
Segundo a Secretaria de Saúde do DF, todos os hospitais da capital possuem um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Este setor tem a responsabilidade de "implementar ações de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência", que correspondem à adoção de procedimentos adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, com o objetivo de evitar a transmissão hospitalar de microrganismos e infecções.


Nenhum comentário:

Postar um comentário